Premium Os espectadores estão numa de greve às salas escuras

O Dia Mundial do Cinema celebra-se hoje numa conjuntura recheada de dúvidas sobre as condições de produção e difusão dos filmes: O Irlandês, de Martin Scorsese, pode simbolizar os desafios que afetam os mercados, em particular os mais pequenos.

Há qualquer coisa de insólito, misto de sedução e absurdo, no facto de estarmos a assinalar um pouco por toda a parte o Dia Mundial do Cinema. Uma coisa é certa: quase 124 anos depois da primeira projeção pública dos irmãos Lumière (a 28 de dezembro de 1895, no Grand Café de Paris), não faltam sinais contraditórios, entre a euforia e o desespero, motivados pelo apelo simbólico da data.

Na internet, os sites mais diversos, mesmo os que habitualmente não dedicam especial atenção ao cinema, propõem listas dos dez, 50 ou cem filmes que importa conhecer antes de morrermos... De passagem, ficamos a saber que quase todos se esqueceram de figuras fundadoras da própria história do cinema, como o americano David W. Griffith (1875-1948) ou o russo Sergei M. Eisenstein (1898-1948)... Ao mesmo tempo, as lojas (materiais ou virtuais) promovem a venda de "clássicos" para celebrar o dia, por vezes deixando-nos a sensação de que estão sobretudo a tentar rentabilizar as sobras de armazém...

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