Premium Escolas: diretores preparam documento com exigências para o próximo governo

Colocação de mais funcionários, rejuvenescimento do quadro de professores e investimento no parque informático das escolas. Estes são os pontos principais de um documento que diretores escolares vão entregar neste mês ao ministro da Educação, mas que aponta já para a próxima legislatura.

Numa altura em que o ano letivo está a chegar ao fim, os diretores escolares estão já a preparar os próximos... quatro anos. A Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) está a terminar um documento em que aponta problemas na educação para entregar ao ministro Tiago Brandão Rodrigues ainda neste mês, mas já a apontar para a próxima legislatura. Esta espécie de caderno reivindicativo, adianta ao DN o presidente da ANDAEP, vai exigir ao próximo governo, "seja ele de que partido for", o rejuvenescimento do quadro de professores, investimento no parque informático das escolas e a contratação de mais auxiliares.


No caso dos assistentes operacionais, depois de o ministério ter prometido em fevereiro a contratação de mais mil funcionários para os quadros, nenhum deles chegou às escolas até agora, garantem os diretores. A entrada em vigor de uma nova portaria que regula a contração pública obrigou a anular mais de uma centena de concursos que já tinham sido enviados para Diário da República (DR). Segundo contas do DN, somando os avisos publicados em DR nas últimas semanas, pelo menos 115 concursos lançados pelas escolas antes de maio tiveram de ser anulados no espaço de um mês para responderem à nova legislação que entrou em vigor no final de abril. No total, mais de 200 vagas para assistentes operacionais voltaram à estaca zero.

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