Premium Escolas ignoram orientações e gastam milhares de euros em bolos e chocolates

Só no último mês, foram publicados mais de 30 contratos no Portal Base para aquisição de produtos que as escolas deviam evitar fornecer desde 2012.

"Dado que o bufete escolar constitui um serviço complementar ao refeitório, de fornecimento de refeições intercalares aos alunos (...), deve observar os princípios de uma alimentação equilibrada e promotora de saúde. Solicitamos às direções das escolas (...) que façam cumprir estas orientações." Já passaram seis anos desde que a Direção-Geral da Educação, em colaboração com a Direção-Geral da Saúde, publicou as orientações para uma alimentação saudável nos bares das escolas, com uma lista de produtos a não disponibilizar aos alunos e que impunha às direções, "tanto quanto possível", que fosse cumprida. Mas há largas dezenas de escolas públicas que continuam a ignorar as regras publicadas em 2012 e ainda gastam milhares de euros em produtos como chocolates, refrigerantes, bolos, bolachas e até pastilhas e rebuçados.

Só no último mês, foram publicados mais de 30 contratos no Portal Base - o portal da contratação pública - para aquisição destes produtos para agrupamentos de escolas. E as descrições deixam poucas margens para dúvidas, com os chocolates, os biscoitos, as bolachas, os sumos ou o leite achocolatado a dominarem. No total, só num mês, os gastos com produtos a evitar superaram os 300 mil euros.

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