Premium Uma multidão a dançar em 'slow motion'

Coreógrafa francesa Gisèle Vienne apresenta Crowd, na Culturgest, em Lisboa, no próximo fim de semana

Um grupo de jovens, com roupa desportiva e latas de cerveja na mão, encontra-se para ouvir música, dançar e conviver. A música não engana: estamos numa rave party ao ar livre numa noite de calor, algures longe de tudo. Crowd, o espetáculo que a coreógrafa Gisèle Vienne traz no próximo fim de semana à Culturgest, em Lisboa, fala-nos da juventude e da importância da festa como ritual de iniciação e também nos fala da violência e das emoções à flor da pele.

Gisèle Vienne, de 42 anos, é um dos nomes mais importantes da nova dança francesa. O seu percurso, no entanto, está longe de ser o tradicional: não estudou dança nem coreografia, nunca foi ela própria uma bailarina. "Fiz dança quando era miúda, mas não muito", conta, numa conversa telefónica, em inglês. "Fiz ballet e rock'n'roll acrobático. Infelizmente, não aprendi dança contemporânea e o ballet não correu muito bem porque o meu corpo não se adequava, não foi fácil." Em vez disso, estudou música durante toda a infância e juventude e aprendeu a tocar harpa. "Ainda sei tocar, mas já não toco muito", ri-se. Por outro lado, a mãe, que é artista, também foi uma grande influência: "Não me dava aulas mas ensinou-me bastante em casa: fazíamos desenho, escultura, modelagem. Foi muito importante para mim. Despertou-me para as artes e para o pensamento, sempre estive muito atenta aos movimentos culturais e à arte." Na universidade estudou Filosofia e depois disso também fez um curso de teatro de marionetas. E depois disto tudo começou a experimentar a dança.

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