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Educação

Escolas com obras prometidas há três anos começam ano letivo em contentores

O governo avançou com a promessa de requalificar pelo menos 91 escolas, plano ao qual se juntaram mais umas centenas. A poucas semanas do final da legislatura, há muitas escolas onde as obras ainda estão só a começar - preço dos concursos está na origem de muitos atrasos.

Foi uma das principais bandeiras do início da legislatura na educação. Em 2016, o governo aprovou a requalificação de escolas básicas e secundárias, de norte a sul do país. A primeira lista de instituições a serem intervencionadas foi publicada pouco depois, nomeando 91 escolas. Mas, para muitas destas, o processo demorou a iniciar-se e perdurará até depois do final da legislatura. Um cenário que se traduz agora na substituição de salas por contentores, já no início deste ano letivo.

É uma imagem que se repete ao longo do país onde ainda resistem escolas antigas: as paredes exteriores de tijolo e betão a envolver as janelas com velha caixilharia de alumínio. Na Escola Básica e Secundária Sidónio Pais, em Caminha, a paisagem é esta há vários anos. Desde 2016 que esperam uma diferente, à semelhança de pelo menos 91 escolas contempladas no início do plano governamental.

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