Premium 2020. Toda a incerteza à direita. À esquerda, só no PCP

No imediato, a maior incerteza política joga-se à direita. Não só porque PSD e CDS estão em disputa interna, mas porque regressar ao poder exige estratégias arrojadas. Os desafios dos próximos líderes do PSD e do CDS são gigantes para recuperar eleitorado, a começar nas autárquicas de 2021, e não perder mais votos para os pequenos partidos. À esquerda, o PCP deverá mudar de líder e o BE estará à procura de não ficar aprisionado aos 19 deputados.

PS

A estabilidade sem geringonça
A vitória do PS nas legislativas de outubro teve um sabor amargo. António Costa desejava uma maioria absoluta, mas esta esfumou-se. Tal como se esfumou a geringonça que conseguiu em 2015. O líder do PS e primeiro-ministro tem pela frente uma legislatura difícil, em que terá de negociar a cada instante com os partidos da oposição. Sim, porque PCP e Bloco de Esquerda, ao não lhe terem dado novamente a mão através de um acordo formal, demarcaram-se da governação nos próximos quatro anos, isto se o executivo resistir até às próximas eleições. E o primeiro embate vai ser já no Orçamento do Estado para este ano, em que os dois partidos vão fazer o seu peso no Parlamento, sem as baias de medidas acordadas. O próprio Presidente da República estabeleceu metas para uns e para outros. Marcelo quer que o governo seja "concretizador", à oposição pede firmeza para que o país ande para a frente.

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