Premium Pedro Mexia: "Bénard da Costa era alguém que não via o mesmo filme que nós"

Acaba de ser lançado o terceiro volume dos Escritos sobre Cinema, de João Bénard da Costa. Sobre este "fantasma apaixonado", o DN conversou com o ex-subdiretor e diretor interino da Cinemateca Pedro Mexia.

Foi na histórica Pastelaria Benard, no Chiado, que nos encontrámos. Não por acaso: Benard remete para João Bénard da Costa (1935-2009) o assunto da conversa. Pedro Mexia apresentara há poucos dias o terceiro volume, do Tomo I, dos Escritos sobre Cinema que estão a ser publicados pela Cinemateca. Um ambicioso trabalho de edição dos textos desse seu antigo diretor, Bénard da Costa, cuja memória de uma certa vivência da sala escura urge transmitir às próximas gerações. Mexia, que assumiu o cargo de diretor interino da Cinemateca na altura da morte dele, fala de um homem que tinha a capacidade de fazer os outros gostarem das coisas de que ele gostava. Um cinéfilo de espécie rara que se pode descobrir, neste volume dos seus escritos apaixonados, desde o H de Hitchcock ao L de Lang.

"Cinéfilo é uma palavra que caiu em desuso. Sugere um mundo outrora novo e admirável mas que entretanto se tornou museológico", escreve o próprio Mexia na introdução de um divertido livro chamado Dicionário de Cinema para Snobs. Começámos por aqui.

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