Exclusivo Os 90 anos de Godard, o louco

No dia 3 de dezembro, Jean-Luc Godard celebra 90 anos. Do cinema clássico à sedução das novas tecnologias, a sua obra de mais de seis décadas evolui em paralelo com as convulsões das sociedades: ele é um experimentador e, à sua maneira, um observador crítico das histórias individuais e coletivas.

Pergunta de algibeira: quem é o Mozart da história do cinema? Pergunta perversa, entenda-se, já que através da sua simples formulação podemos estar a alimentar esse velho preconceito que, encarando o cinema como uma arte descartável, exige que os seus valores sejam definidos, e até legitimados, através de referências vindas de outras artes. Em todo o caso, permito-me avançar com a minha resposta: Jean-Luc Godard. Acrescentando uma humilde mensagem de joyeux anniversaire - Godard nasceu em Paris, no dia 3 de dezembro de 1930, quer dizer, completa 90 anos na próxima quinta-feira.

Para os cinéfilos portugueses que começaram a frequentar as salas escuras nas décadas de 1950/60, o seu Pedro, o Louco (1965), com Jean-Paul Belmondo e Anna Karina, impôs-se como uma referência tão mítica quanto etérea. Por um lado, exibia a assinatura de um lendário autor da nova vaga francesa; por outro lado, surgia como uma referência quase isolada desse movimento que tinha revolucionado o mapa do cinema europeu e, em boa verdade, mundial, despertando as energias criativas de novos cineastas dos mais variados contextos (incluindo Portugal).

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