Premium Rabiscados e pintados. Aumentam queixas sobre manuais escolares reutilizados

Vários livros estão a ser entregues escritos, desenhados e pintados. Representante das associações de pais diz que há escolas que descuraram a avaliação dos manuais por um prémio de dez mil euros destinado às 20 instituições com mais taxa de reutilização. Presidente da República apela à reutilização a 100%

Os relatos de pais indignados têm chegado ao Portal da Queixa, à medida que continuam a ser disponibilizados os vouchers para a recolha dos manuais escolares gratuitos. São "cada vez mais" as reclamações em relação aos livros entregues às famílias, comparativamente com o último ano, garante o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascenção. Descrevem situações em que lhes são entregues livros desenhados, pintados e escritos, sem qualquer intervenção por parte das escolas, responsáveis por tratar e avaliar a capacidade de reutilização dos manuais.

A maioria das reclamações visa sobretudo os livros do 1.º ciclo, apesar de a medida de gratuitidade, que arrancou em 2016/17, ter sido este ano alargada a todos os anos de escolaridade obrigatória.A explicação está no facto de serem livros que contêm espaços em que os alunos escrevem, desenham e colam autocolantes, e por isso não estão adaptados para a estratégia de reutilização.

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