Premium "Não há videiras no deserto." A ameaça do clima sobre o vinho

As alterações climáticas já estão a mudar o vinho que é produzido e podem transformar o atlas vinhateiro. Alentejo e Douro Superior são das regiões mais expostas ao risco.

A ideia de que a Suécia será o Douro do futuro, como região de produção vinícola por excelência, pode ser uma profecia demasiado ousada, mas que o atlas mundial do vinho corre sério risco de alterações, é uma evidência anunciada pelos diversos estudos nesta área. As alterações climáticas já estão a mudar o vinho que é produzido hoje e as projeções de futuro são suficientemente preocupantes para que o setor invista cada vez mais recursos em investigação, em busca das melhores formas de se adaptar a um aquecimento global que, em Portugal, pode levar a um aumento da temperatura média anual entre 0,7 e 3 graus centígrados até final do século.

A indústria mundial do vinho em 2017 valeu 265 milhões de euros, segundo a Zion Market Research, que prevê que chegue aos 370 mil milhões em 2023.

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