Diogo Coimbra, Maria Loureiro, Tomás Martins e André Ferreira fazem parte da turma do 
10.º A, que sonha
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Dos insetos comestíveis a detetores de incêndio: esta escola faz diferente

A Escola Secundária de Oliveira do Bairro foi uma das mais de 300 distinguidas com o selo Escola Amiga da Criança pelos seus projetos de ciência e tecnologia. A iniciativa, que quer contrariar os rankings baseados nas notas, já vai na segunda edição.

Uns dizem que sabem a pele de frango de churrasco, outros a grão ou amendoim torrado. "Parecem torresmos", atira um aluno do 10.º A da Escola Secundária de Oliveira do Bairro (ESOB), a turma responsável pelo projeto Bug Insect Box, que consiste na criação de tenébrios (conhecidos como bichos da farinha) para alimentação. O objetivo é o desenvolvimento de kits para que as famílias possam produzir estes insetos em casa, tendo como base os benefícios ambientais, na saúde, sociais e de sustentabilidade da entomofagia.

Em cima da mesa do Laboratório EMA (Estímulo à Melhoria das Aprendizagens) estão quatro caixas com as diferentes fases do inseto: ovo, larva, pupas e besouros adultos. Comem-se na fase de larvas - e contam já com sete mil -, depois de desidratadas, mas também podem ser transformadas em farinhas para incorporar em bolachas, pão, barras energéticas. Desafiam-nos a provar. E confirma-se: são saborosas. "Ainda não há regulação para a comercialização de insetos para alimentação humana em Portugal, por isso vamos apostar nos kits de autoprodução", esclarece Álvaro Barbosa, o professor que coordena o projeto, destacando que "a quantidade de proteína dos tenébrios é equivalente à da carne". Podem ser produzidos em qualquer parte do mundo, sublinha o aluno Tomás Martins, e têm a vantagem de "consumir muito poucos recursos".

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