Premium Donald Trump na mira de Michael Moore - ou o cinema face às atribulações da política

Michael Moore continua a desmontar as atribulações da vida política americana: com Fahrenheit 11/9 ele visa, antes do mais, a figura de Donald Trump, mas o seu filme é também uma contundente análise do sistema bipartidário dos EUA.

Michael Moore contra Donald Trump? É verdade: mesmo o espectador que mantenha uma relação distante com a atualidade cinematográfica sabe que o novo filme de Moore, Fahrenheit 11/9, é um libelo de rara contundência moral e ideológica contra o 45.º presidente dos EUA.

E não há dúvida de que Moore não deixa pedra sobre pedra. O tom do seu discurso envolve um misto de surpresa e revolta, ambas unidas no mesmo radicalismo emocional. No pré-genérico do filme, somos confrontados com a memória das horas de contagem da votação de 8 de novembro de 2016, quando tudo e todos, a começar pelos canais de televisão americanos, apontavam para a vitória esmagadora de Hillary Clinton... até que, ao princípio da madrugada, os números começaram a apontar em sentido contrário... O que leva a voz off do filme - o próprio Moore - a perguntar: "Que raio aconteceu?" (isto numa tradução muito pudica).

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