Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão Territorial
Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e da Coesão TerritorialANTÓNIO PEDRO SANTOS/Lusa

Turismo cresce acima de 5% em 2025 e tem ainda "potencial muito grande"

Segundo Castro Almeida, ministro da Economia, o país precisa de fazer crescer o turismo "com cada vez mais qualidade, para pagar melhores salários"
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O setor do turismo voltou a crescer acima dos 5% em Portugal em 2025, disse esta quinta-feira, 22, o ministro da Economia, para quem "o turismo vale cada vez mais" e "tem ainda um potencial de crescimento muito grande".

"Se nós continuarmos neste ritmo, a crescer mais de 5% ao ano, é mais do que cresce o PIB [Produto Interno Bruto] anual e, portanto, significa que o turismo está a dar uma contribuição positiva para o crescimento do PIB", disse Manuel Castro Almeida, em declarações a jornalistas em Madrid, na Feira Internacional de Turismo da capital espanhola (FITUR).

Segundo Castro Almeida, o crescimento do setor rondou os 5,4% em 2025, o que significa que "o turismo vale cada vez mais em Portugal e tem ainda um potencial de crescimento muito grande".

"Há pessoas que acham que há turistas a mais. Eu acho que não há turistas a mais. Num ponto ou outro do país, em algumas semanas do ano, pode haver turismo a mais, mas daí até se dizer que há turismo a mais é um salto gigantesco. Nós precisamos de fazer crescer o nosso turismo com cada vez mais qualidade, para pagar melhores salários", acrescentou, sublinhando a importância de diversificar destinos e produtos.

"O que nós precisamos em Portugal é de melhorar o nível de receitas do turismo, porque no fim de contas o que nós queremos é aumentar os rendimentos de quem trabalha", disse Castro Almeida.

O ministro reconheceu que manter o ritmo de crescimento ou até aumentá-lo "depende muito do cenário internacional", mas Governo, empresas e outras entidades devem continuar a fazer "a sua parte" e, além disso, "Portugal está a passar um bom momento, gera confiança, gera interesse nas pessoas por todo o lado".

"Temos que saber aproveitar esta oportunidade", disse o ministro.

"O mundo está incerto, há uma grande intranquilidade e incerteza sobre o futuro. No meio desta incerteza, nós temos que nos concentrar em fazer bem o nosso trabalho, é isso que nos resta. Aconteça o que acontecer, se nós fizermos bem o nosso trabalho, vamos cumprir a nossa obrigação e ficar à frente dos outros", defendeu.

A FITUR, considerada uma das maiores feiras de turismo do mundo, decorre até domingo, com mais de 10 mil empresas e 161 países representados. A organização espera que a feira volte a receber os cerca de 255 mil visitantes de 2025.

Portugal levou à FITUR 2026 perto de 120 empresas, as sete agências regionais de turismo, câmaras municipais e comunidades intermunicipais que ocupam um espaço de exposição e trabalho de quase 1.300 metros quadrados.

Os Reis de Espanha inauguraram hoje oficialmente a FITUR 2026 e um dos 'stands' que escolheram para parar e cumprimentar as autoridades foi o de Portugal, naquilo que o ministro da Economia e da Coesão Territorial considerou "uma distinção muito grande para o turismo português" e "um sinal de uma especial relação de proximidade" entre os dois países.

Castro Almeida realçou que o Turismo de Portugal leva a promoção do país às maiores feiras do setor em todo mundo, cumprindo "um objetivo importante", mas "depois há o trabalho das empresas" e "é preciso reconhecer que estão a fazer a sua parte".

"Cada vez o turismo é mais qualificado, tem melhores instalações, melhores equipamentos e melhores recursos humanos", sublinhou.

Entre as personalidades que os reis Felipe VI e Letizia saudaram hoje no 'stand' de Portugal - assim como dezenas de pessoas logo a seguir - estava o futebolista Luís Figo, que, explicou Castro ALmeida, "ajuda a valorizar a marca Portugal" e é ele próprio "um património português e uma marca portuguesa".

Portugal está a promover na FITUR 2026 - entre diversos destinos e produtos - o futebol e o Mundial2030, que passará por Espanha, Portugal e Marrocos e, a par de eventos como a Fórmula 1 ou o motociclismo, ajudam a "valorizar o nome do país pelo mundo", acrescentou o ministro.

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