TAP vende participação na Cateringpor à suíça Gate Gourmet
FOTO: Paulo Spranger / Global Imagens

TAP vende participação na Cateringpor à suíça Gate Gourmet

A transportadora aérea alienou a participação de 51% que detinha na empresa de refeições de aviação ao grupo que já era dono da restante fatia da Cateringpor.
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A TAP concluiu, esta segunda-feira, 13, a venda da sua participação de 51% na Cateringpor ao grupo suíço Gate Gourmet, que já era detentor da restante fatia da empresa, por 1,78 milhões de euros.

"A TAP Air Portugal adjudicou a alienação do lote de ações que possuía da Cateringpor. A proposta foi adjudicada ao grupo suíço Gate Gourmet, depois de seguidos os trâmites legais, e formalizada esta segunda-feira, 13 de abril", informou, em comunicado, a companhia liderada por Luís Rodrigues.

O concurso público com vista à alienação do lote indivisível de 357 mil ações da Cateringpor, com o valor nominal de cinco euros cada, foi anunciado pela TAP a 30 de dezembro de 2025 no âmbito das obrigações previstas no plano de reestruturação acordado com a Comissão Europeia em 2021.  

De acordo com a TAP, o preço-base do procedimento era de 9,6 milhões de euros. O valor resultante da alienação reverterá para o Estado, conforme o Governo já tinha anunciado.

A companhia aérea apenas recebeu uma proposta para a compra da Cateringpor, facto que não surpreendeu o presidente executivo da TAP. "Ficaríamos muito surpreendidos se houvesse mais que uma proposta, porque aquela que veio é do acionista nosso parceiro, que tem direito de preferência sobre todos os outros", afiançou Luís Rodrigues no passado mês de fevereiro, à margem de uma apresentação na BTL.

"O concurso público definia ainda as condições contratuais de fornecimento dos serviços de catering pela Cateringpor, após a concretização dessa alienação", adianta a TAP.

De acordo com o anúncio do procedimento, a alienação da participação social tem execução instantânea, enquanto o contrato de aquisição de serviços de catering a celebrar com a TAP terá a duração de cinco anos, não sendo passível de renovação.

De acordo com a lista de condições detalhadas no procedimento, os concorrentes deveriam apresentar “requisitos mínimos de capacidade técnica e financeira” bem como "experiência no setor do catering há, pelo menos, cinco anos, e na operação em aeroportos de categoria igual ou superior à do Aeroporto Humberto Delgado".

Recorde-se que no início deste ano, a pedido do Governo português, Bruxelas tinha prorrogado os prazos para a TAP proceder à venda da Cateringpor e da SPdH (ex-Groundforce), que ficaram fora do perímetro da privatização, uma vez que as alienações não foram concretizadas até à data de conclusão do plano de reestruturação, que terminou a 31 de dezembro de 2025.

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