Senhorios podem aumentar rendas das casas até 2,16% no próximo ano

Senhorios podem aumentar rendas das casas até 2,16% no próximo ano

De acordo com os dados no INE, a inflação está abaixo dos 2% pela primeira vez desde dezembro e as rendas das casas subiram 7,2% em agosto.
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Os senhorios podem aumentar o valor das rendas até 2,16% em 2025, segundo os números da inflação de agosto confirmados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com estes dados, que confirmam os valores avançados na estimativa rápida divulgada a 30 de agosto, nos últimos 12 meses até agosto a variação média do índice de preços, excluindo a habitação, foi de 2,16%, valor que serve de base ao coeficiente utilizado para a atualização anual das rendas para o próximo ano, ao abrigo do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU).

O valor efetivo de atualização das rendas tem agora de ser publicado em Diário da República até 30 de outubro, após o que os proprietários poderão anunciar aos inquilinos o aumento da renda, sendo que a subida só poderá efetivamente ocorrer 30 dias depois deste aviso.

A taxa deste ano, para aplicar em 2025, representa um abrandamento face ao ano passado, quando se fixou em 6,94%.

Em 2024, o anterior governo decidiu não impor um travão às rendas, como aconteceu em 2023, mas aprovou medidas para reforçar os apoios aos inquilinos.

Inflação está abaixo dos 2% pela primeira vez desde dezembro

A taxa de inflação homóloga fixou-se nos 1,9% em agosto, menos 0,6 pontos percentuais do que em julho, ficando abaixo dos 2% pela primeira vez desde dezembro de 2023, confirmou INE.

"A variação homóloga do IPC [Índice de Preços no Consumidor] foi 1,9% em agosto de 2024, taxa inferior em 0,6 pontos percentuais à registada no mês anterior. Com arredondamento a uma casa decimal, esta taxa coincide com o valor da estimativa rápida divulgada a 30 de agosto", refere o INE.

O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) registou uma variação de 2,4%, idêntica à de julho.

Em agosto, a variação do índice relativo aos produtos energéticos foi revista para -1,5% face aos -1,4% avançados na estimativa rápida (4,2% no mês precedente), "essencialmente devido à conjugação da redução mensal nos preços dos combustíveis e lubrificantes (-2,5%) com o efeito de base associado ao aumento registado em agosto de 2023 (9,3%)".

Já a estimativa inicial do INE para a variação do índice referente aos produtos alimentares não transformados foi confirmada nos 0,8% (2,8% em julho), destacando-se o contributo da fruta fresca para esta desaceleração, parcialmente atribuível ao efeito de base associado ao aumento de 3,9% registado em agosto de 2023 nesta categoria.

Em termos mensais, o IPC apresentou uma variação de -0,3% (-0,6% no mês precedente e 0,3% em agosto de 2023).

Já a variação média dos últimos 12 meses foi 2,3% (2,5% em julho).

Sem produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação média a 12 meses foi de 2,7%, enquanto a variação mensal foi de -0,2%, contra 2,8% e -0,9% no mês de julho, respetivamente.

Quanto ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, apresentou uma variação homóloga de 1,8%, valor inferior em 0,9 pontos percentuais ao registado no mês anterior e em 0,4 pontos percentuais ao valor estimado pelo Eurostat para a área do Euro (em julho, a taxa em Portugal tinha sido superior à da área do Euro em 0,1 pontos percentuais).

Sem produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC em Portugal foi de 2,3% em agosto, contra 2,6% em julho, taxa inferior à correspondente para a área do Euro (estimada em 2,8%).

Em agosto, o IHPC português registou uma variação mensal de -0,1% (-0,8% no mês anterior e 0,8% em agosto de 2023) e uma variação média dos últimos 12 meses de 2,8% (3,1% no mês precedente).

Rendas das casas sobem 7,2% em agosto

As rendas das casas por metro quadrado aumentaram 7,2% em agosto face ao mesmo mês de 2023, mais 0,1 pontos percentuais do que em julho, tendo todas as regiões apresentado crescimentos homólogos, divulgou o INE, explicando que em agosto "todas as regiões apresentaram variações homólogas positivas das rendas de habitação, tendo a Madeira registado o aumento mais intenso (7,7%)".

Em termos mensais, o valor médio das rendas de habitação por metro quadrado registou uma variação de 0,4% (valor idêntico no mês anterior).

As regiões com a variação mensal positiva mais elevada foram o Algarve e a Madeira (0,6%), não se tendo observado qualquer região com variação negativa do respetivo valor médio das rendas de habitação.

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