O setor segurador vai ter de pagar indemnizações superiores a mil milhões de euros para compensar os danos causados pelo comboio de tempestades que assolou a zona Centro, entre 27 de janeiro e 13 de fevereiro. A estimativa foi assumida pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS) esta segunda-feira, 6 de abril, justamente no dia em que António José Seguro iniciou a sua primeira ‘presidência aberta’ na região, dedicada a avaliar a resposta do Estado no terreno aos efeitos da calamidade climática.No início deste mês, “a estimativa de danos indemnizáveis está nos 983 milhões de euros e tudo indica que, no final, ultrapassará os mil milhões de euros”, indica a APS.Até ao momento, o valor das indemnizações já pagas ou objeto de adiantamentos, supera os 303 milhões de euros, de acordo com os dados apresentados pelas seguradoras à sua associação.Em causa estão um total de 185 mil participações de sinistros, sendo que, destes, 95 mil já foram encerrados ou objeto de adiantamento, esclarece ainda a nota da APS.Neste último balanço, a APS conclui que cerca de metade dos danos sofridos por habitações já foram pagos.Os concelhos do país que registam maior volume de perdas protegidas por seguro são Leiria (36 843 sinistros) com um custo estimado de 307 milhões de euros, dos quais já pagos 93 milhões . Em segundo lugar está a Marinha Grande, com 11 138 sinistros, que têm um custo estimado de 112 milhões de euros, dos quais já pagos 36,5 milhões. E em terceiro lugar, o concelho de Pombal, com 11 599 sinistros, com um custo estimado de 72 milhões de euros, dos quais já pagos 25 milhões.Face às queixas de falta de rapidez por parte das vítimas do mau tempo, a APS diz que “o setor segurador mantém a mesma determinação em apoiar os seus clientes e pagar, com a maior rapidez possível, as indemnizações devidas e os adiantamentos que forem justificados”. Mas relembra que “a gestão de alguns destes sinistros não depende apenas das seguradoras, e que há procedimentos legais e contratuais associados ao pagamento das indemnizações que têm de ser cumpridos para evitar abusos, garantir que os danos a indemnizar correspondem ao previsto nos contratos de seguro e que as indemnizações são pagas às pessoas/entidades a quem são efetivamente devidas”, esclarece aquela associação. .Tempestades. Seguradoras pagaram 41% dos danos e terão de indemnizar mil milhões de euros.Seguro apela aos portugueses que façam férias nas "bonitas paisagens do interior"