Valor alcançou 1.694 euros em 2025.
Valor alcançou 1.694 euros em 2025.Foto: Canva

Remuneração média atinge 1.694 euros e fica acima dos objetivos acordados

No entanto, a produtividade por hora de trabalho em Portugal situa-se ainda 28% abaixo da média da União Europeia, enquanto os salários 35% abaixo do mesmo referencial. 
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A remuneração bruta total mensal média por trabalhador registou um crescimento de 5,6%, atingindo os 1.694 euros em 2025. O valor representa um acréscimo de 39 euros mensais e de 0,9 pontos percentuais face às metas estabelecidas no “Acordo Tripartido sobre Valorização Salarial e Crescimento Económico 2025-2028”.

O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social enviou a nota às redações este domingo. Ainda assim, a produtividade por hora de trabalho em Portugal situa-se 28% abaixo da média da União Europeia (UE), enquanto os salários permanecem 35% abaixo do mesmo referencial.

“Para o salário médio continuar a ser revisto em alta, de forma sustentável, Portugal deve transitar de um modelo exclusivamente focado em incentivos fiscais para um modelo que concilie incentivos fiscais com ganhos reais de produtividade”, destaca Maria do Rosário Palma Ramalho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, citada em comunicado.

Sobre o aumento acima das metas do acordo, a governante sublinha que “estes resultados refletem uma mudança de paradigma na economia portuguesa, sustentada em três eixos fundamentais". O primeiro eixo é o próprio Acordo Tripartido sobre Valorização Salarial e Crescimento Económico 2025-2028”.

O documento foi assinado a 1 de outubro de 2024 pelo Governo e pelos Parceiros Sociais. O ministério destaca que a assinatura marca uma mudança, “após um longo período de compressão acelerada da grelha salarial, entre 2015 e 2023”, sendo que o rácio entre o salário médio e o salário mínimo dá agora os primeiros sinais de estabilização. Outro fator apontado é a “valorização salarial negociada para diversos grupos profissionais”.

O segundo eixo prende-se com o facto de o crescimento salarial ter sido liderado pelo setor privado de bens e serviços transacionáveis, com uma subida de 6,3%. “Este diferencial demonstra que o tecido empresarial, em particular os setores exportadores da economia portuguesa, está a mobilizar os instrumentos criados pelo Executivo”, sublinha o ministério.

Entre as iniciativas destacam-se a isenção de IRS e de TSU sobre prémios de produtividade, até ao limite de 6% da remuneração base anual, bem como a majoração do benefício fiscal em sede de IRC para aumentos salariais iguais ou superiores a 4,6%. Esta majoração é aplicada de forma transversal e sem o anterior espartilho do leque salarial.

Por fim, o gabinete de Maria do Rosário Palma Ramalho explica que “a política de rendimentos permitiu que o aumento nominal se traduzisse num ganho real de poder de compra de 3,2% para as famílias”. O dado consolida a trajetória iniciada em 2024, ano em que Portugal registou o maior aumento real de rendimentos no contexto da OCDE (“OECD Employment Outlook 2024”).

amanda.lima@dn.pt

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