As condições climáticas extremas deste verão serão um fator mais significativo para a inflação dos preços dos alimentos na zona euro no próximo ano do que a guerra no Irão, conclui uma análise da Oxford Economics. “A escassez de fertilizantes decorrente do bloqueio do estreito de Ormuz e a subida dos preços foram menos severas do que o previsto, mas afetarão a produtividade agrícola”, lê-se numa análise do economista sénior Tomas Dvorak e do economista-chefe Ricardo Amaro, divulgada hoje.Para os economistas, o aumento de despesa em outros custos como a energia, processamento e embalagens, "elevará a inflação dos preços dos alimentos entre 0,5 e 0,7 pontos percentuais em 2027”. Mesmo assim, os responsáveis acreditam que as ondas de calor deste verão "exercerão uma pressão em alta sobre os preços dos alimentos no próximo ano mais forte do que a guerra”.“O impacto das condições climáticas adversas poderá intensificar-se ainda mais devido ao 'El Niño' particularmente forte deste ano", o que poderá acrescentar até 1 ponto percentual à inflação de alimentos no próximo ano, cuja previsão foi revista em alta para cerca de 3%, concluem.O fenómeno 'El Niño' tem um efeito dominó no clima global por vários meses, sendo caracterizado por um aumento nas temperaturas da superfície no centro e leste do Pacífico equatorial..ONU estima intensificação do El Niño nos próximos meses e alerta para aumento da probabilidade de fenómenos extremos.El Niño "potencialmente forte" pode aumentar eventos climáticos extremos nos próximos meses. "Precisamos de nos preparar", avisa ONU