Número de desempregados inscritos recua 8,1% num ano, mas sobe pela primeira vez em seis meses
FOTO: Fernando Timoteo/Global Imagens

Número de desempregados inscritos recua 8,1% num ano, mas sobe pela primeira vez em seis meses

Havia 269.100 desempregados inscritos nos centros de emprego no final de julho, menos 23.725 do que há um ano, mas mais 4.583 do que em junho, interrompendo uma sequência de cinco meses de descidas.
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O número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu 8,1% em julho, em termos homólogos, mas subiu 1,7% face a junho, após cinco meses consecutivos a recuar, para 269.100, segundo dados divulgados esta quinta-feira (20 de agosto) pelo IEFP.

Segundo os dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), no final de julho, "estavam registados, nos Serviços de Emprego do Continente e Regiões Autónomas, 269.100 indivíduos desempregados, número que representa 66,9% de um total de 402.238 pedidos de emprego".

São menos 23.725 pessoas inscritas nos centros de emprego face a julho de 2025. Para este recuo, "na variação absoluta, contribuíram os inscritos há menos de 12 meses (-13.450), os que procuram um novo emprego (-20.664) e os maiores de 25 anos (-19.582)".

Contudo, na variação em cadeia, isto é, face a junho, há mais 4.583 pessoas inscritas nos centros de emprego.

Este balanço interrompe, desde modo, um ciclo de cinco meses de recuos, dado que o número de desempregados inscritos nos centros de emprego estava a recuar desde fevereiro.

No que toca aos grupos profissionais com maior expressão, face ao período homólogo, registou-se decréscimo no desemprego dos "trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices" (-13,6%), dos "operadores de instalações e máquinas e trab. da montagem (-10,9%), do "pessoal administrativo" (-10,4%) e dos "trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e vendedores (-10,2%)", nota o IEFP.

Não obstante, o instituto sublinha ainda que a maior queda registou-se no grupo profissional dos "agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, pesca e floresta", tendo descido 20,6%, mas sublinha que "o seu impacto global é limitado pelo reduzido peso no total, de apenas 2,1%".

Por outro lado, houve um aumento do desemprego nos "representantes do poder legislativo, órgãos executivos, dirigentes, diretores e gestores executivos (+8,3%) e nos "Especialistas das atividades intelectuais e científicas" (+0,9%), realçando-se porém este último grupo pelo peso relevante no total (12%)", acrescenta.

Em termos regionais, e à semelhança do mês anterior, o desemprego registado diminuiu em julho em todas as regiões, tendo os valores mais acentuados sido observados no Norte (-13%), na Madeira (-8,5%) e nos Açores (-6%).

Já na comparação em cadeia, verificou-se um aumento em algumas regiões, sendo que os acréscimos mais significativos foram registados no Alentejo (+2,9%) e no Centro.

No final de julho, as ofertas de emprego por satisfazer atingiram as 18.739 nos serviços de emprego de todo o país, o que corresponde a uma diminuição das ofertas em ficheiro na análise anual (-275, -1,4%), porém superior face ao mês anterior (+737; +4,1%).

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