“Temos esperança que os preços continuem a descer", disse.
“Temos esperança que os preços continuem a descer", disse.Foto: Manuel de Almeida / Lusa

Ministra do ambiente espera que combustíveis continuem a descer e pede estudo sobre formação dos preços

Maria da Graça Carvalho disse que vai também pedir à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos “um estudo aprofundado” sobre a formação de preços.
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A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, mostrou-se hoje confiante de que o custo dos combustíveis vai continuar a descer, mas insistiu que o Governo quer perceber como são formados os preços. “Temos esperança que os preços continuem a descer, se tudo correr bem a nível internacional, e queremos ver como é que se vai refletir no preço que as pessoas vão ter que pagar pela gasolina e pelo gasóleo”, afirmou.

Falando aos jornalistas à margem da assinatura de um protocolo, em Évora, a governante lembrou que o Governo pediu a instituições públicas ligadas ao setor “a clarificação e a transparência necessária” sobre a formação dos preços dos combustíveis. “Para nós, mas essencialmente para mostrar às pessoas como é que o processo se efetua”, frisou.

A titular da pasta da Energia explicou que fez este pedido porque, “quando há um aumento [nos mercados internacionais], há um aumento rápido do preço dos combustíveis” e que “depois, quando diminui, demora mais a chegar ao bolso de cada um”. Maria da Graça Carvalho assinalou que a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) já “indicou que há vários fatores extra, como o transporte, a inflação que aumentou desde que começou a crise até agora e o custo de matérias-primas que aumentaram”.

A ministra disse que vai também pedir à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) “um estudo aprofundado” sobre a formação de preços, “principalmente na vertente da descida dos preços, para perceber o que é que se está a passar”.

Ministra havia abordado assunto na semana passada

Na semana passada, no parlamento, a ministra do Ambiente e Energia anunciou que o Governo pediu à ENSE para “olhar” para a evolução dos preços dos combustíveis, por considerar que estes não estavam a descer ao mesmo ritmo a que tinham subido. Na ocasião, a governante afirmou que o facto de a evolução dos preços dos combustíveis não acompanhar a queda da cotação do petróleo “não tem razão de ser” e que o executivo quer perceber “exatamente porque é que isso está a acontecer”.

Depois, numa resposta à Lusa, a ENSE apontou os custos fixos da refinação e a escassez de armazenagem na Europa como fatores que explicam uma redução mais lenta dos preços dos combustíveis face à descida da matéria-prima. Esta entidade não esclareceu então se já existe uma análise específica em curso, limitando-se a referir que acompanha semanalmente os Preços de Venda ao Público (PVP) e os Preços de Referência (PR) dos combustíveis.

A evolução dos preços dos combustíveis passou a estar sob maior atenção depois da subida registada na sequência dos ataques dos EUA e Israel ao Irão, em 28 de fevereiro. Além disso, há impactos pelas perturbações no abastecimento internacional de petróleo relacionados com o estreito de Ormuz.

“Temos esperança que os preços continuem a descer", disse.
Governo quer saber por que razão combustíveis não descem ao ritmo a que subiram
“Temos esperança que os preços continuem a descer", disse.
ENSE aponta refinação e armazenagem como fatores na descida lenta dos combustíveis
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