Japão pede tratamento justo em face à nova tarifa global de 15% dos Estados Unidos
Japão pede tratamento justo em face à nova tarifa global de 15% dos Estados Unidos SHAWN THEW / EPA

Japão pede tratamento justo em face à nova tarifa global de 15% dos Estados Unidos

Governo nipónico quer que "o tratamento dado ao Japão seja garantido como não menos favorável" do que o previamente acordado.
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O Japão pediu aos Estados Unidos que garantam que o impacto da nova tarifa global de 15%, que deverá entrar em vigor esta terça-feira, 24, não seja superior ao do acordo comercial bilateral assinado em 2025.

O ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Ryosei Akazawa, insistiu, numa conversa telefónica com o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, que "o tratamento dado ao Japão seja garantido como não menos favorável" do que o previamente acordado, informou o ministério, em comunicado.

O porta-voz do Governo japonês, Minoru Kihara, declarou em conferência de imprensa que o arquipélago vai estudar "de forma minuciosa" a decisão do Supremo Tribunal dos EUA, que na sexta-feira travou a anterior política comercial da Casa Branca.

Kihara acrescentou que o Japão está a seguir "de perto e com interesse" as ramificações da nova tarifa global sobre o acordo comercial bilateral assinado em julho.

O acordo prevê compromissos de investimento japoneses avaliados em 550 mil milhões de dólares (467,3 mil milhões de euros) e a redução de 25% para 15% das tarifas sobre produtos japoneses, incluindo automóveis.

Os primeiros projetos anunciados na semana passada, avaliados em 36 mil milhões de dólares (30,6 mil milhões de euros), incluem a maior infraestrutura de gás natural no estado de Ohio, no oeste dos EUA, uma instalação de exportação de petróleo bruto e uma unidade de diamantes sintéticos.

No sábado, o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que a nova tarifa alfandegária global iria aumentar de 10% para 15%, "com efeito imediato".

Esta taxa vai somar-se às "tarifas aduaneiras normais já em vigor", afirmou o Presidente republicano, acrescentando que "todos os acordos" continuam válidos e que Washington apenas vai "proceder de forma diferente".

O anúncio aconteceu um dia depois de Trump ter anunciado uma tarifa global de 10% sobre todos os países, por um período de 150 dias.

Horas antes, o Supremo Tribunal dos EUA determinou, por seis votos contra três, que o Governo norte-americano excedeu os poderes invocados para impor as chamadas "tarifas recíprocas" aos parceiros comerciais de Washington.

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Japão preocupado com impacto das tarifas dos EUA no comércio global

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