Vários economistas estavam a antecipar este cenário por causa do impacto económico das tempestades
Vários economistas estavam a antecipar este cenário por causa do impacto económico das tempestadesFoto: Reinaldo Rodrigues

INE. Emprego interrompe ciclo de expansão que durava há dois anos

Taxa de desemprego, idem. Esteve a cair de forma consistente entre trimestres durante mais de um ano (desde o final de 2024) e começou a subir no primeiro trimestre de 2026.
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A taxa de desemprego portuguesa, medida em proporção da população ativa, subiu 0,3 pontos percentuais, de 5,8% no quatro trimestre de 2025 para 6,1% no primeiro trimestre deste ano, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE), esta quarta-feira, na Estatística do Emprego trimestral.

O INE também mostra que o emprego, que durante dois anos esteve a subir e a bater sucessivos máximos históricos, terminou este ciclo de expansão, que tanto foi celebrado pelos governos do PSD-CDS e do PS.

A destruição de emprego chegou foi de 0,7% no primeiro trimestre deste ano face ao precedente, com a economia portuguesa a perder quase 40 mil empregos em termos líquidos.

Em termos homólogos, no entanto, a subida continua (2,3%), mas o ritmo baixa para cerca de metade face ao registado no segundo semestre do ano passado.

Voltando ao desemprego. Depois de ter atingindo níveis mínimos na história recente (5,8% no segundo semestre do ano passado) e de ter estado a cair de forma consistente entre trimestres durante mais de um ano (desde o final de 2024), o peso do desemprego interrompeu este ciclo de alívio e começou a subir.

Vários economistas estavam a antecipar este cenário por causa do impacto económico muito negativo na atividade e na mobilidade de pessoas e mercadorias durante as semanas do mau tempo deste último inverno, que afetaram sobretudo o mês de fevereiro.

Em termos homólogos, o nível de desemprego continua a cair, mas o ritmo baixou. Por exemplo, o número de pessoas desempregadas caiu 5,3% no primeiro trimestre face a igual período do ano passado, menos de metade dos 11,4% registados há três meses.

De registar também que esta população desempregada, agora em 346,3 mil pessoas, segundo os dados do INE, aumentou no arranque deste ano mais de 6% face ao último trimestre do ano passado, interrompendo um ciclo de descida que durava há mais de um ano também.

Em apenas um trimestre, no primeiro de 2026, Portugal ganhou 20 mil desempregados.

No emprego, a dinâmica é parecida. Em termos homólogos continua a subir, mas, como referido, terminou o ciclo de sucessivos máximos históricos que durava desde o início de 2024.

(Em atualização)

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