Ana Figueiredo, CEO da Meo
Ana Figueiredo, CEO da Meo FOTO: Filipe Amorim / Global Imagens

Incidentes na Meo foram provocados por ataque de negação de serviço

Fonte da empresa garante que "não houve intrusão nem acesso a dados da Meo ou dos seus clientes".
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A análise técnica realizada pelas equipas da Meo confirmam que os incidentes que afetaram o serviço durante o dia de segunda-feira e madrugada desta terça-feira (15 de setembro) foram provocados por um ataque distribuído de negação de serviço (DDoS), não tendo havido intrusão nos dados dos clientes e da empresa, disse fonte oficial da operadora.

"Instabilidade nos encaminhamentos BGP foi consequência do ataque e não a sua causa, não houve intrusão nem acesso a dados da Meo ou dos seus clientes", acrescentou a mesma fonte, citada pela agência Lusa, adiantando que os incidentes foram registados "ontem [segunda-feira] e durante a madrugada de hoje na sua infraestrutura de rede internacional" e "provocados por um ataque distribuído de negação de serviço (DDoS)".

Os incidentes "ocorreram nos períodos – 00:45-02:55, 17:30-19:30 e 22:45-01:05 –, tendo como alvo específico infraestrutura da Meo, e envolveram elevados volumes de tráfego que provocaram congestionamento e degradação temporária da rede internacional", explicou fonte oficial da empresa liderada por Ana Figueiredo.

Esta situação explica, segundo a mesma fonte, os constrangimentos sentidos por alguns clientes no acesso a sites e serviços suportados em tráfego internacional.

A identificação da natureza do ataque resulta "da análise realizada pelas equipas de engenharia, operações e cibersegurança da Meo, com base em dados de telemetria, monitorização de tráfego, indicadores de rede e mecanismos de mitigação ativados durante o evento".

Os padrões de tráfego e os restantes indicadores técnicos observados "confirmam um ataque DDoS direcionado".

Perante o ataque, referem que as equipas da Meo "atuaram de imediato e ativaram os mecanismos de deteção, proteção, mitigação e recuperação previstos para este tipo de situações", encontrando-se agora o serviço estabilizado.

A empresa esclarece que "não ocorreu qualquer intrusão nos sistemas da Meo, nem qualquer acesso ou comprometimento de dados da Meo ou dos seus clientes".

O incidente foi reportado ao Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) e a Meo diz que mantém a articulação com as entidades, parceiros tecnológicos e comunidade técnica relevantes para o acompanhamento da situação.

Além disso, a Meo "dispõe de mecanismos de monitorização, deteção, controlo, proteção e resposta especificamente desenhados para este tipo de incidentes, que permitiram identificar a ameaça, mitigar o ataque e recuperar a estabilidade da rede".

A empresa "continuará a acompanhar permanentemente a situação e a reforçar os mecanismos de proteção e resiliência da sua infraestrutura" e mantém "o seu compromisso com a segurança, resiliência, robustez e qualidade das suas redes e serviços, assegurando a continuidade das comunicações dos seus clientes, empresas e instituições".

Ana Figueiredo, CEO da Meo
MEO foi alvo de ataque em massa, mas garante que não houve acesso a dados de clientes
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