A economia de Hong Kong deverá crescer até 3,5% à boleia do regresso de um excedente orçamental, após anos três anos em défice, anunciou esta quarta-feira, 25, o secretário das Finanças da região semiautónoma chinesa.A economia de Hong Kong esteve "em alta" em 2025, com o comércio externo a manter-se forte, o consumo privado a recuperar e o investimento fixo a acelerar, afirmou Paul Chan durante a apresentação do orçamento para 2026, citado pelo portal de notícias Hong Kong Free Press (HKFP).O responsável pela tutela das Finanças previu um crescimento de 2,5% a 3,5% na economia da região administrativa especial no atual ano fiscal (01 de abril 2025 a 31 de março 2026)."A médio prazo, o protecionismo persistirá em algumas das principais economias, enquanto a fragmentação da economia global continuará. No entanto, a ascensão do Sul Global e a remodelação do panorama global do comércio e do investimento irão desbloquear novos mercados e novas áreas de crescimento", avaliou o secretário, ainda de acordo com a HKFP.Paul Chan anunciou ainda que o excedente no ano fiscal de 2025-26 encerra uma série de três anos em défice orçamental. Impulsionadas pela procura por produtos eletrónicos, as exportações de bens de Hong Kong cresceram 12%, com aumentos a assinalar nas exportações para a China continental e para os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), escreveu o portal.Ainda de acordo com o HKFP, a cidade no sul da China registou um défice de 80,3 mil milhões de dólares de Hong Kong (8,69 mil milhões de euros) no ano fiscal de 2024-25, de 101,6 mil milhões de dólares de Hong Kong (11 mil milhões de euros) em 2023-24 e de 122 mil milhões (13,2 mil milhões de euros) em 2022-23.Já o mercado de ações apresentou um “desempenho excelente", de acordo com o responsável. O índice Hang Seng subiu 28% ao longo do ano, enquanto as ofertas públicas iniciais (IPO) arrecadaram 280 mil milhões de dólares de Hong Kong (30,3 mil milhões de euros), ficando em primeiro lugar globalmente.Na apresentação do orçamento, o secretário das Finanças afirmou ainda que o Governo está empenhado em atrair mais empresas para se instalarem na região.Instrumentos políticos, incluindo acordos de concessão de terrenos, subsídios financeiros e incentivos fiscais, vão ser implementados para promover indústrias e investimentos, anunciou, de acordo com a emissora pública RTHK [Radio Television Hong Kong].O chefe das finanças de Hong Kong destacou, além disso, a importância de aumentar o apoio às empresas da China continental que estão a expandir-se a mercados internacionais.Outra área de foco, referiu Paul Chan, passa por promover ainda mais Hong Kong como um centro internacional de convenções e exposições, com 100 milhões de dólares de Hong Kong (10,8 milhões de euros) a ser reservados para atrair exposições internacionais de grande escala com novos elementos.A emissora noticiou ainda que Paul Chan anunciou que vai presidir ao novo "Comité sobre IA+ e Estratégia de Desenvolvimento Industrial" ("Committee on AI+ and Industry Development Strategy) como parte dos trabalhos para garantir que todos os setores da sociedade compreendem e utilizem a inteligência artificial. .Hong Kong avança com dissolução de empresas ligadas a jornal de empresário condenado