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Furia, o superdesportivo português vai custar 1,6 milhões de euros

Resultado de um investimento de 17 milhões, a Adamastor terá capacidade para produzir 25 carros ao ano.
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Aí está o Furia, o primeiro supercarro desportivo português, um projeto de Ricardo Quintas e Nuno Faria, sócios e fundadores da Adamastor, que esta terça-feira foi oficialmente apresentado, na Alfândega do Porto. Trata-se de um automóvel desportivo "exclusivo” de “elevado desempenho”, que oferece “mais potência e tecnologia de ponta a entusiastas e colecionadores de todo o mundo"., assegura a empresa. As primeiras unidades deverão chegar ao mercado no próximo ano e terão um preço de venda ao público de 1,6 milhões de euros, mais impostos.

Ricardo Quintas assume que a intenção foi apostar num setor de nicho - que em 2022 terá valido 16 mil milhões de euros a nível mundial, e que se prevê atinja os 20 mil milhões em 2028 - "com um produto raro, único, tecnologicamente avançado, em que o preço não é questão, mas sim a exclusividade e a performance". E, por isso, o Furia será "produzido à mão, longe dos grandes volumes", naquilo que classifica de "expoente máximo" da tecnologia automóvel.

"O nosso objetivo é produzir 25 automóveis por ano e que cada um deles seja feito em exclusivo por uma equipa, do início ao fim. O cliente, assim, conhece as pessoas que construíram o seu carro e pode dirigir-se a elas na eventualidade de qualquer problema", explica.

Europa e Emirados Árabes Unidos são os mercados-alvo, no imediato, "por questões relacionadas com a homologação" dos veículos, mas o objetivo da Adamastor é ir mais longe e expandir-se para os EUA, América do Sul, Oceânia e Ásia. Os carros vão ser vendidos "exclusivamente na fábrica, onde o cliente poderá configurar o seu supercarro ao seu gosto". Não haverá, por isso, showrooms da marca. E quando for necessária uma intervenção, seja ela de manutenção ou reparação, é a equipa da Adamastor que vai ao encontro do cliente.

Pensado, criado e desenvolvido pela Adamastor, que nasceu em 2012 pela mão dos dois sócios, mas que hoje conta com uma equipa de 14 trabalhadores, o Furia será produzido nas instalações da empresa em Perafita, Matosinhos, numa fábrica com 2225 metros quadrados, mas que tem capacidade de expansão até aos cinco mil metros quadrados, o que lhe permitirá "colocar em prática, de uma forma faseada e sustentada, o seu plano de crescimento, quer ao nível técnico, quer dos meios humanos". 

O projeto envolve um investimento acumulado, desde 2019, de 17 milhões de euros que levou ao desenvolvimento de um veículo construído em fibra de carbono, com um "elevado e eficiente" desempenho aerodinâmico, que lhe permitirá chegar aos 300 quilómetros por hora. O carro agora apresentado é a versão de estrada, para o qual "há já muitos interessados".

Desenvolvida foi ainda uma versão de competição, sendo que o plano de negócios prevê a entrega, já em 2025, de dois carros de estrada e dois de competição. A partir de 2026, o objetivo é produzir 25 carros ao ano, sendo que os modelos de estrada estarão limitados a 60 unidades, de modo a assegurar a sua exclusividade.

Na competição, Ricardo Quintas admite que, à partida, não haverá limite. A empresa dedicar-se-á, também, ao fabrico de peças e componentes, além de se assumir como "centro de engenharia de excelência", através do qual proporcionará "serviços de consultoria, projeto e conceção de tecnologia de vanguarda". 

ilidia.pinto@dinheirovivo.pt

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