Felix Rosenqvist, da Suécia, foi o vencedor da edição de 2025 da Indy 500.
Felix Rosenqvist, da Suécia, foi o vencedor da edição de 2025 da Indy 500.Foto: Indianapolis Motor Speedway

Fox contrata empresa portuguesa para medir níveis de transpiração e emoções dos telespectadores

Tecnológica de origem nacional Mediaprobe mediu, este domingo, suores e reações epidérmicas dos fãs da célebre corrida automóvel 500 milhas de Indianápolis, EUA.
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Uma empresa portuguesa de alta tecnologia realizou uma operação de "avaliação do impacto emocional de audiências com base em dados biométricos" de um grupo de espectadores da célebre corrida de automobilismo 500 milhas de Indianápolis (Indy 500) a pedido do canal de televisão Fox Sports, anunciou a Mediaprobe, a empresa que foi contratada pelo gigante da televisão norte-americana.

Num comunicado enviado às redações esta segunda-feira, a companhia portuguesa explica durante a corrida Indy 500, que decorreu este domingo, "recolheu sinais biométricos ininterruptos, como a resposta galvânica da pele, para analisar o envolvimento emocional de quem assistia à corrida no recinto e de um painel de telespectadores em casa".

Apesar do nome, a resposta galvânica da pele não é mais do que a alteração do estado da pele (transpiração, temperatura, etc.) em reação a eventos emocionantes, como podem ser corridas de carros e tantos outros desportos.

A medição das alterações no corpo (pele) dos espectadores enquanto veem o referido evento automobilístico anual, muito celebrado e concorrido nos EUA, é feita "em tempo real", mediante a colocação de elétrodos que medem a atividade eletrodérmica da pele, técnica que permite aferir as oscilações elétricas que são tidas como bons indicadores de emoções várias, como excitação, alegria, euforia, stress, ansiedade, preocupação, expectativa, etc..

As eventuais emoções reveladas pelos espectadores da corrida, transmitida pela Fox Sports, resultam da estimulação do sistema nervoso, esta estimulação produz suor (transpiração) e como este é composto de água e sais minerais, aumenta a condução de eletricidade na pele.

A Mediaprobe especializou-se em monitorizar justamente esta reação física, em tempo real, e em recolher os respetivos dados, que depois analisará em conjunto com o cliente do grupo Fox.

A empresa liderada por Pedro Almeida (fundador e presidente executivo ou CEO), formado em Psicologia e Filosofia pela Universidade do Porto, defende que a sua solução "oferece à Fox uma análise mais profunda e quantificada das reações dos fãs aos momentos emocionalmente mais impactantes do evento, superando as limitações de métodos tradicionais, como entrevistas ou questionários, ao aceder a respostas inconscientes e mais precisas".

Como referido, a recolha de dados biométricos aconteceu este domingo "em ambiente presencial, integrando medições efetuadas tanto em casa durante a transmissão da Fox, como no recinto [circuito] Indianapolis Motor Speedway" onde decorreu a célebre competição.

A tecnológica portuguesa refere ainda que "este projeto reforça a expansão das soluções da Mediaprobe nos Estados Unidos", onde já "colabora" com "protagonistas do sector de media e publicidade, tais como NBCU, Netflix, Amazon, WPP, além da própria Fox".

Segundo o mesmo comunicado, Mike Mulvihill, o presidente de Insights & Analytics da Fox, "elogiou a perícia da Mediaprobe na descodificação emocional", salientando que a tecnologia fornece "dados mais fiáveis, potencialmente mais esclarecedores, criando um conjunto mais rico”.

No ano passado, a Fox já tinha contratado a Mediaprobe para fazer medições aos espectadores do Super Bowl 2025, cujos resultados vão ser usados pelo canal de televisão para preparar a transmissão da muito valiosa e aguardada prova rainha da National Football League (NFL) na Fox, que terá o exclusivo nacional em 2029.

Segundo a própria Fox Sports, a edição deste ano da corrida Indy 500 terá tido cerca de 350 mil espectadores presenciais (no circuito automobilístico em Indianápolis) a que acresce uma média nacional de sete milhões de telespectadores.

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