O preço dos combustíveis vai voltar a registar uma subida na próxima segunda-feira, dia 6 de julho, apesar de algum alívio fiscal anunciado pelo Executivo esta sexta-feira, 3 de julho. Embora o Ministério do Ambiente e a Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais tenham aprovado um aumento no desconto extraordinário do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), a pressão dos mercados internacionais vai fazer-se sentir nos postos de abastecimento nacionais.Sem a intervenção do Governo, o gasóleo simples preparava-se para disparar cerca de 3 cêntimos por litro, enquanto a gasolina 95 sofria um agravamento previsto de até 2 cêntimos. Com as novas taxas fixadas em Portaria, o impacto será atenuado para os consumidores, mas só ligeiramente.De acordo com o diploma publicado esta sexta-feira em Diário da República, o desconto temporário do ISP – que devolve a receita fiscal adicional do IVA gerada pela subida de preços – foi revisto em alta face à instabilidade geopolítica no Médio Oriente.Os novos valores estabelecem um desconto de 30,34 euros por 1000 litros para o gasóleo rodoviário (um reflexo da fórmula de cálculo face à escalada de preços) e de 35,13 euros por 1000 litros para a gasolina sem chumbo.Com esta atualização, a taxa líquida do ISP passa a fixar-se em 331,26 euros por 1000 litros no gasóleo e 462,39 euros por 1000 litros na gasolina (valores que já incluem a consignação de serviço rodoviário).Afinal, quanto sobe na bomba?Feitas as contas por litro e somando o impacto do IVA (23%), esta redução traduz-se numa poupança adicional imediata de cerca de 0,68 cêntimos no gasóleo e 0,48 cêntimos na gasolina.Subtraindo estes valores às subidas inicialmente previstas pelo mercado, o cenário para a semana de 6 a 12 de julho fixa-se da seguinte forma:O gasóleo simples terá um agravamento real de cerca de 2,3 cêntimos por litro, empurrando o preço médio esperado para os 1,798 euros/litro.Já a gasolina 95 simples registará uma subida entre 0,5 e 1,5 cêntimos por litro, com o preço médio nacional a rondar os 1,89 €/L.O diploma do Governo entra em vigor à meia-noite de segunda-feira, coincidindo com a habitual atualização de preços por parte das principais operadoras petrolíferas em Portugal.