China rejeita “pequenos círculos” no comércio de minerais após iniciativa dos EUA
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China rejeita “pequenos círculos” no comércio de minerais após iniciativa dos EUA

Porta-voz do governo chinês disse que “manter um ambiente de comércio internacional aberto, inclusivo e universalmente benéfico serve os interesses comuns de todos os países”.
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A China rejeitou esta quinta-feira, 5, a criação de “pequenos círculos” exclusivos no comércio internacional de minerais críticos e defendeu um ambiente comercial “aberto, inclusivo e universalmente benéfico”, em resposta a iniciativas lideradas pelos Estados Unidos.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian afirmou em conferência de imprensa que “manter um ambiente de comércio internacional aberto, inclusivo e universalmente benéfico serve os interesses comuns de todos os países”.

Lin sublinhou ainda que “todas as partes têm a responsabilidade de desempenhar um papel construtivo” para salvaguardar a estabilidade e a segurança das cadeias globais de produção e abastecimento de minerais críticos.

O porta-voz acrescentou que a China “opõe-se a que qualquer país prejudique a ordem económica e comercial internacional através de regras de ‘pequenos círculos’ exclusivos”, numa referência indireta aos mecanismos de cooperação promovidos por Washington com parceiros e aliados para reduzir a dependência da China neste setor.

As declarações surgem depois de os Estados Unidos anunciarem a criação de uma aliança comercial para minerais críticos e de Washington e a União Europeia terem acordado um primeiro plano de ação conjunto para coordenar políticas de abastecimento destas matérias-primas, consideradas essenciais para indústrias como a dos semicondutores, baterias avançadas e defesa.

Pequim reiterou nos últimos dias que a sua posição quanto à estabilidade das cadeias globais de abastecimento “não se alterou” e defendeu o reforço da comunicação e do diálogo entre países, em detrimento de fórmulas que “fragmentam o comércio internacional”.

Os Estados Unidos têm promovido recentemente várias iniciativas com aliados para diversificar o fornecimento de minerais críticos, incluindo acordos com a União Europeia e o Japão, além do anúncio de investimentos para a criação de uma reserva estratégica.

Washington e Bruxelas apontam a China como o ator dominante neste mercado, enquanto Pequim sustenta que a cooperação deve assentar em princípios de mercado e em quadros comerciais abertos.

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