China abre área aduaneira especial para facilitar entrada de bens na zona franca de Hainan
Arquivo

China abre área aduaneira especial para facilitar entrada de bens na zona franca de Hainan

O novo regime eleva de 21% para 74% a proporção de bens isentos de taxas alfandegárias, alargando a lista de produtos específicos abrangidos de cerca de 1.900 para 6.600.
Publicado a
Atualizado a

A província insular de Hainan, no sul da China, tornou-se esta quinta-feira, 18, uma área aduaneira especial, elevando para 74% a quota de produtos isentos de tarifas, no âmbito dos planos de Pequim para criar a maior zona franca do mundo.

O novo regime eleva de 21% para 74% a proporção de bens isentos de taxas alfandegárias, alargando a lista de produtos específicos abrangidos de cerca de 1.900 para 6.600, segundo dados divulgados pela imprensa oficial chinesa, que classificou a medida como um "marco" na política de abertura da China "perante o aumento do protecionismo global".

Segundo o portal económico Caixin, a medida permitirá a livre circulação de bens, capitais e pessoas entre Hainan e mercados estrangeiros. No entanto, as trocas comerciais entre Hainan e o resto da China continental continuarão sujeitas a impostos e taxas alfandegárias regulares.

Os bens transformados em Hainan poderão ser vendidos no interior da China sem impostos, desde que apresentem um valor acrescentado local de, pelo menos, 30%.

"As empresas estrangeiras poderão beneficiar de um ambiente de negócios mais alinhado com padrões internacionais, menores custos fiscais e de produção, e maior acesso a setores como a saúde e a educação. Hainan pode servir como plataforma de entrada no vasto mercado da China continental", referiu a agência noticiosa oficial Xinhua.

A consultora China Briefing salientou que o objetivo não é apenas tornar Hainan mais atrativa em termos fiscais, mas também posicionar a ilha como um "nó logístico estratégico" nas redes comerciais do sudeste asiático. Até agora, Hainan era sobretudo conhecida como destino turístico.

Anunciada em 2018, a zona franca cobre quase 34 mil quilómetros quadrados da ilha tropical. O objetivo do Governo chinês é transformá-la num porto livre já este ano, com desenvolvimento completo previsto para a próxima década.

Desde a publicação das diretrizes de desenvolvimento em 2020, mais de 9.600 empresas com capital estrangeiro estabeleceram-se em Hainan, indicou a Xinhua.

A primeira zona de livre comércio da China foi lançada em 2013, em Xangai, a capital económica do país. Desde então, foram criadas mais de 20 zonas semelhantes, mas apenas a de Xangai e a de Hainan assumem um papel estratégico a nível nacional.

image-fallback
China denuncia chantagem dos EUA e ameaça retaliar contra novas taxas aduaneiras

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt