O secretário-geral da CGTP disse este sábado esperar que a UGT não assine o acordo sobre as alterações lei laboral, enquanto o secretário-geral adjunto da UGT ripostou que tem "quase a certeza” que secretariado nacional vai rejeitar proposta.Apesar de referir que não se se quer antecipar "a decisões que serão tomadas em órgãos colegiais", o secretário-geral adjunto da UGT, Sérgio Monte, afirmou ter "quase a certeza" de que os "cerca de 85" membros que pertencem ao secretariado nacional da central sindical "se inserem nesta maioria de quase 80% dos portugueses" que rejeitam esta proposta laboral.A declaração foi feita na sequência de uma pergunta da jornalista Maria Flor Pedroso, no âmbito de um debate organizado hoje pela Associação Causa Pública, de qual seria a sua "aposta" sobre a decisão do secretariado nacional da UGT, que se reúne na quinta-feira para decidir se há ou não acordo em sede de Concertação Social à proposta de alteração à lei laboral, e foi fortemente aplaudida pela plateia.Sérgio Monte referia-se à sondagem da Intercampus, que indica que 77,3% dos inquiridos consideram que as alterações à lei laboral propostas beneficiam mais as empresas e 76,6% defendem que deveriam, pelo contrário, beneficiar mais os trabalhadores.Antes, e questionado sobre a mesma questão, o secretário-geral da CGTP salientou que "a UGT vai fazer o que os trabalhadores esperam de uma central sindical, que é rejeitar o pacote laboral".Numa intervenção num painel anterior, o sociólogo e ex-deputado do BE José Soeiro teceu críticas ao “papel” do Presidente da República “nas últimas semanas”, considerando que “tem sido negativo” e sugeriu que António José Seguro “está a tentar evitar um confronto com o Governo” ao não valorizar que o processo negocial tem decorrido maioritariamente à margem da Concertação Social e que a última versão proposta continua a manter “varias medidas que são da mais duvidosa constitucionalidade“, nomeadamente ao nível dos despedimentos, dos créditos abdicativos e na greve, defendeu.Lembrando a greve geral convergente que uniu CGTP e UGT em dezembro do ano passado contra as alterações à legislação laboral, o também professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto apelou ainda à “máxima unidade e convergência” dos sindicatos e dos partidos de esquerda para “resistir e recusar esta proposta” e que façam “fazer valer da maioria social que existe” contra o documento.“Subscrevo muito este apelo do José Soeiro de que isto seja mesmo um ponto de viragem para que esta maioria social que de facto existe - que infelizmente não existe noutras matérias mas que nesta existe -, seja aproveitada”, corroborou Alexandra Leitão, jurista e ex-ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública no segundo Governo de António Costa, que estava a moderar esse painel..Lei laboral: Entregue aos parceiros sociais nova versão do anteprojeto. "Estamos longe de um acordo", diz UGT