A Europa deve reduzir a importação de energias fósseis, uma das "suas principais vulnerabilidades" que pesa sobre a missão do BCE, estimou esta terça-feira, 7, um alto responsável da instituição monetária que pediu investimentos em energia limpa e produzida localmente."A dependência energética da Europa complica cada vez mais a tarefa de manter a estabilidade dos preços", lamentou numa nota de blog Frank Elderson, membro do diretório do Banco Central Europeu (BCE) e vice-presidente do Conselho de Supervisão.O Velho Continente deve "fazer a transição agora ou pagar caro mais tarde", estimou o Elderson, apelando para "diminuir a dependência dos combustíveis fósseis importados" e "acelerar uma transição ordenada para energias limpas produzidas localmente".Segundo o responsável, "alcançar os objetivos do continente em matéria de energia limpa enfraqueceria a ligação entre a volatilidade dos mercados globais e os preços internos".A inflação homóloga na zona euro subiu para 2,5% em março, o nível mais alto desde janeiro de 2025 devido ao aumento dos preços da energia associado à guerra no Médio Oriente.E devido a este aumento, o BCE reviu em alta em março a previsão de inflação para 2026, para 2,6% contra 1,9% anteriormente.Segundo Elderson, uma estratégia de descarbonização "resultaria em menos choques para as famílias, as empresas, as finanças públicas e os mercados financeiros - e, em última análise, numa maior estabilidade macroeconómica e preços mais estáveis".O investimento necessário é considerável - 660.000 milhões de euros por ano até 2030, segundo a Comissão Europeia - mas "concentrar-se apenas nesses custos é profundamente enganador"."Investir numa energia limpa e sustentável substitui os gastos substanciais dedicados aos combustíveis fósseis", estimou.Para o banqueiro central, "a questão não é mais saber se a Europa pode permitir-se essa transição" mas "se pode permitir-se a não fazer"..Presidente do Eurogrupo. Guerra pode ser "prolongada" e países do euro continuam "expostos" ao petróleo