AEP defende ação célere nos apoios para evitar prejuízos adicionais às empresas afetadas

AEP defende ação célere nos apoios para evitar prejuízos adicionais às empresas afetadas

Associação lembra que depressão Kristin atingiu um tecido empresarial forte e exportador, que precisa de assegurar o futuro.
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A AEP - Associação Empresarial de Portugal considera prioritário uma resposta célere às empresas afetadas pela depressão Kristin. Para Luís Miguel Ribeiro, presidente da associação, “o que é verdadeiramente crítico é garantir uma ação célere". Segundo afirma, "as empresas precisam de respostas rápidas para reparar danos, retomar a atividade e evitar prejuízos adicionais que possam comprometer a sua viabilidade”.

Em comunicado, a AEP defende que, no momento crítico atual, "é fundamental agir primeiro e avaliar depois". Reconhecendo a importância da avaliação e da transparência na aplicação de verbas públicas, Luís Miguel Ribeiro é da opinião que essa avaliação pode ficar temporariamente adiada. Como afirma, "a prevenção de danos maiores exige decisões rápidas, sem prejuízo de uma avaliação rigorosa num momento posterior”.

Luís Miguel Ribeiro alerta ainda para a existência de "prejuízos significativos associados à perda de encomendas e de oportunidades de negócio, num mercado global altamente concorrencial”. Os impactos da depressão Kristin "representam mais um constrangimento sério para empresas que já enfrentam um contexto particularmente exigente, marcado por tensões geopolíticas, crescente protecionismo comercial e fortes desafios de competitividade externa", diz o comunicado.

Na mesma nota, a associação lembra que a depressão Kristin afetou uma região com "um tecido empresarial forte e com elevada vocação exportadora".

Para a AEP, o pacote de apoios às empresas anunciado pelo Governo é "globalmente positivo". Luís Miguel Ribeiro defende que o executivo de Montenegro desenhou "uma resposta integrada, que combina apoios financeiros, medidas de apoio ao emprego, instrumentos de natureza fiscal e uma clara simplificação administrativa”.

Sobre o valor alocado pelo governo para apoiar as regiões afetadas pela depressão (pode ascender a 2,5 mil milhões de euros), o presidente da AEP considera ser “ainda cedo para avaliar se os recursos disponibilizados serão suficientes, uma vez que a real dimensão dos prejuízos empresariais só poderá ser plenamente apurada com o evoluir da situação”.

A AEP lembra ainda que "os fenómenos climáticos severos são hoje mais frequentes e previsíveis" e, nessa medida, "é essencial que o país se prepare melhor para reduzir os impactos económicos e empresariais destes eventos”.

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