Siza Vieira: "Ponto mais crítico da contração económica já ficou para trás"

O ministro insistiu que o momento atual "é de uma grande incerteza", recordando que a taxa de subutilização do trabalho, "ultrapassou os 15%".

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, disse esta quarta-feira que alguns indicadores recentes da atividade das empresas e do emprego "levam a pensar que o ponto mais crítico da contração económica já ficou para trás".

"Hoje mesmo tivemos notícias do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) que nos levam a pensar que, de facto, o ponto mais crítico desta contração económica já ficou para trás", afirmou, em declarações aos jornalistas.

Falando em Felgueiras, no distrito do Porto, onde visitou uma empresa de calçado e reuniu com representantes do setor, o governante referiu que, apesar de se assistir ainda "ao crescimento do número de desempregados", verifica-se que "em junho já houve mais ofertas de emprego e mais colocações de trabalhadores do que em maio.

"Ainda é muito pouco, mas claramente já existe aqui um abrandamento na subida de desemprego", acentuou.

Para Pedro Siza Vieira, "foi muito importante verificar na resposta ao inquérito do INE que 99% das empresas dizem que já estão em funcionamento e que as perspetivas de liquidez são agora melhores do que foram em abril", altura em que vigorava o estado de emergência devido à pandemia de covid-19.

"Agora, que a atividade económica começa a retomar, embora lentamente, o apoio [às empresas] tem de ser dirigido para comparticipar e apoiar o pagamento dos salários que ainda não estão a trabalhar em pleno".

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