Ministro Siza Vieira admite novo prolongamento de moratórias

Ministro da Economia recorda que Portugal vai ter de executar o dobro dos fundos comunitários do que nas últimas décadas.

Depois do ministro das Finanças, é a vez de o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital admitir que o Governo pode prolongar as moratórias para lá de março de 2021 por causa do novo coronavírus. A afirmação de Pedro Siza Vieira foi feita em entrevista à TVI na noite desta terça-feira.

"O mais importante é continuar a ajudar a ajudar as empresas. Estamos preparados para prolongar moratórias e puxar por mais linhas de crédito. A contração máxima da eocnomia ficou para trás mas o que ainda vem aí é muito incerto", referiu o número dois do Governo durante a entrevista.

No dia 3 de setembro, o ministro das Finanças, João Leão, admitiu esse prolongamento após uma reunião do Conselho de Ministros. No início deste mês, o PSD propôs que este regime fosse estendido até setembro de 2021, permitindo aliviar a pressão sobre as famílias, as empresas e, ao mesmo tempo, salvaguardar a estabilidade do sistema financeiro. O tema ainda está a ser analisado, mas Leão promete ter uma solução até à apresentação do Orçamento do Estado para 2021.

Duplicar execução de fundos

Sem dar detalhes sobre as medidas que serão validadas no plano de recuperação - a apresentar junto da Comissão Europeia no dia 15 de outubro - Siza Vieira recordou que Portugal terá de executar o dobro dos fundos comunitários habitualmente disponibilizados à economia.

"Nos melhores anos, executámos 3 mil milhões por ano. Agora, para aproveitar plenamente os fundos, teremos de aplicar 6 mil milhões de euros por ano. Se não aplicarmos bem estes montantes, corremos o risco de perder estes fundos", avisou o ministro da Economia.

Nos próximos 10 anos, Portugal terá um total de 57,9 milhões de euros para executar ao abrigo do plano de recuperação da União Europeia e de dois quadros comunitários: o Portugal 2020 e o quadro comunitário 2021-2027.

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