Metro foi o transporte público que perdeu mais passageiros no segundo trimestre

Movimento nos aeroportos nacionais recuou 97,4% entre abril e junho, para 434 mil passageiros, segundo o INE.

O metropolitano foi o transporte público que mais perdeu passageiros no segundo trimestre de 2020. Entre abril e junho, registou-se uma quebra de 76,3%, para 16,3 milhões de passageiros, no número de utilizadores deste meio ferroviário ligeiro, segundo os dados publicados esta quarta-feira pelo INE - Instituto Nacional de Estatística.

Ainda assim, o avião foi o meio de deslocação mais penalizado no segundo trimestre. Devido ao encerramento das fronteiras e às fortes restrições, o tráfego nos aeroportos nacionais caiu para 434 mil passageiros, menos 97,4% na comparação com os mesmos três meses de 2019.

O comboio foi o transporte público menos penalizado pelo estado de emergência e pelas medidas de confinamento: o tráfego neste meio ferroviário pesado caiu 70,5% para um total de 12,7 milhões de utentes. Nos serviços suburbanos, foram transportados 11,64 milhões de passageiros, menos 69,9%; nos serviços de longo curso, houve apenas 1,043 milhões de utilizadores, o que traduz uma descida de 75,5%.

O transporte fluvial registou uma diminuição de utilizadores de 72,4%, para um total de 1,5 milhões de passageiros. O rio Douro foi o mais penalizado, com uma quebra de 96,6%, para 1245 utilizadores. Nos barcos da Transtejo e da Soflusa, a redução de utentes foi de 73,4%, para 1,273 milhões.

Nestes dados não são contabilizados os utilizadores de autocarros. Essas estatísticas estão a cargo do IMT - Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

Mercadorias em perda

Apesar de haver menos restrições, o transporte de mercadorias também registou perdas assinaláveis entre abril e junho.

Tal como nos passageiros, o transporte aéreo foi o mais afetado, com uma diminuição de 57,4%, para 22 mil toneladas de carga e correio. No transporte marítimo, o movimento nos portos caiu 22,6%, para 16,8 milhões de toneladas. Por camião, registou-se uma descida de 19,4% na mercadoria transportada, para 31,6 milhões de toneladas.

O meio ferroviário foi o menos afetado pelas medidas de confinamento, tendo registado uma redução de 14,2%, para 2 milhões de toneladas.

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