Mais de 150 mil querem que Durão perca reforma. Petição é entregue hoje

O ex-presidente da Comissão Europeia recebe mais de 7 mil euros desde abril

A petição que pede que Durão Barroso perca a reforma da Comissão Europeia será hoje entregue naquele organismo, em Bruxelas, com mais de 150 mil assinaturas. O atual administrador não executivo do Goldman Sachs está a receber, desde 1 de abril, a receber a reforma antecipada pelos seus serviços à frente da Comissão Europeia.

Segundo a TSF, das quase 152 mil assinaturas, mais de 10 mil são de funcionários da União Europeia (que tem cerca de 40 mil funcionários). Perto de 70 mil vêm de França, 55 mil da Alemanha e 5 mil de Portugal.

A petição será entregue por funcionários reformados, uma vez que os organizadores da iniciativas temem represálias. "Isto nunca aconteceu na União Europeia, não está na cultura das instituições europeias fazer este tipo de petições. Nenhum antigo presidente da Comissão foi trabalhar para um banco de investimento que causou tantos problemas à Europa e às famílias dos vários países. Por isso, é algo único e os funcionários da UE não sabem como a hierarquia vai reagir", justificou à rádio um dos funcionários que promoveu a petição.

"Em nosso nome, não!" é o título da petição para pedir "fortes medidas exemplares" contra Durão Barroso, "cujo comportamento desonra os funcionários europeus e a União Europeia".

José Manuel Durão Barroso encontra-se a receber a reforma antecipada apesar de ter sido contratado pelo banco norte-americano. "Um antigo membro da Comissão tem o direito a uma pensão vitalícia a partir da data em que alcance os 65 anos de idade", mas "pode pedir que o início do pagamento dessa pensão comece aos 60 anos", informou a Comissão.

Nesse caso, indicou ainda a mesma fonte, "aplica-se um coeficiente de redução", que, no caso de Durão Barroso é de 0.7, pelo que o ex-presidente da Comissão Europeia estará a receber uma pensão um pouco acima dos 7 mil euros.

O pagamento de uma pensão ou de uma pensão antecipada por Bruxelas, "não limita o direito de um antigo membro da Comissão de assumir um novo emprego. Assim como também não há qualquer lei que proíba a acumulação da pensão com o salário de um novo emprego", deixa claro a mesma fonte.

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