Lenovo dispara nos portáteis e lidera em Portugal. "Computadores nas escolas só em 2021"

Lenovo assume liderança do mercado português nos computadores no último trimestre e admite que concurso público para as escolas chegou tarde e, nos portáteis que competem à Lenovo, já só terá entregas em 2021.

As marcas de computadores estão bem e recomendam-se e beneficiam destes tempos de pandemia, de confinamento e trabalho e ensino remoto. É isso que podemos perceber dos números da gigante chinesa Lenovo - que bateu o seu recorde em receitas e lucro, que disparou 53%, já este ano. A empresa diz que passou a ser número 1 mundial em computadores e aparelhos inteligentes e a maior dificuldade tem sido corresponder a tanta procura, "numa altura em que passou-se de um portátil por família, para um portátil por pessoa", diz-nos Alberto Ruano, diretor ibérico da Lenovo.

Os números para Portugal não são diferentes e revelam algumas tendências específicas do país neste "novo normal" em que os computadores "saíram da estagnação profunda em 2019" para se tornarem "em moda". Durante este período as vendas dispararam 50% em Portugal (o que é semelhante a Espanha) e só não cresceu mais "por causa da limitada capacidade de entrega de portáteis com tanta procura", diz-nos Ruano.

A Lenovo passou a liderar no último trimestre do ano o mercado de computadores em Portugal, com 25,9% de quota do mercado na conjugação entre consumo e mercado profissional - há quatro anos tinham apenas 7% do mercado. "E estimamos que vamos terminar 2020 com 30% de quota do mercado Portugal", indica o responsável da Lenovo ibérica.

As vendas passaram a ser em boa parte online, com um crescimento de 41,8% no ecommerce da empresa. Ruano também nos explica que a pandemia mudou os comportamentos de quem compra, que quer agora gamas médias ou altas, já que passam muitas horas em frente a estes aparelhos que ganham agora nova vida.

"Para a maioria já não basta ter um portátil, querem ter um com melhores características, que tenha melhor performance e que possa fazer a diferença em termos de eficiência e conforto no trabalho e ensino remoto", explica, admitindo que pelo menos até março de 2021 o mercado de portáteis "deve continuar a crescer".

O responsável da Lenovo admite também que se vive hoje "um paradigma completamente diferente" no que diz respeito aos computadores, fruto dos tempos de pandemia, "onde entregar portáteis é ajudar a sociedade e desbloquear problemas".

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