Portugal mantém 3.ª maior dívida pública da UE no primeiro trimestre

Portugal continua a registar a terceira maior dívida em percentagem do PIB (126,4%), depois da Grécia (180,4%) e de Itália (13,4%)

A dívida pública fixou-se nos 86,8% do PIB na zona euro e nos 81,6% na União Europeia (UE), no primeiro trimestre, com Portugal a manter a terceira maior (126,4%), divulga esta sexta-feira o Eurostat.

De acordo com o gabinete de estatísticas da UE, na zona euro, a dívida pública aumentou ligeiramente face aos 86,7% do trimestre anterior, mas recuou na comparação com os primeiros três meses de 2017, quando atingiu os 89,2% do Produto Interno Bruto (PIB).

No conjunto os 28 Estados-membros, a dívida pública recuou para os 81,5%, face à de 81,6% do trimestre anterior, quer à de 83,6% do homólogo.

Portugal continua a registar a terceira maior dívida em percentagem do PIB (126,4%), depois da Grécia (180,4%) e de Itália (13,4%), enquanto as menores se observaram na Estónia (8,7% do PIB), no Luxemburgo (22,2%) e na Bulgária (24,1%).

A dívida pública portuguesa recuou, entre janeiro e março, 3,7 pontos percentuais face à de 130,1% do PIB registada no período homólogo e aumentou 0,7 pontos na comparação com a de 125,7% do PIB do quatro trimestre de 2017

De acordo com o gabinete de estatísticas da UE, na comparação homóloga, só a Grécia viu a sua dívida pública aumentar em relação ao PIB nos primeiros três meses do ano (2,7 pontos percentuais), tendo os recuos mais significativos sido observados em Chipre (-11,3 pp), na Irlanda (-6,5 pp) e na Croácia (-6,4 pp).

Já face ao quarto trimestre de 2017, a Bélgica foi o país cuja dívida mais cresceu (2,9 pontos percentuais), seguindo-se a Grécia (1,8 pp) e a Itália (1,6 pp), tendo as maiores quebras sido registadas na Letónia (-4,4 pp), na Lituânia (-3,5 pp) e em Chipre (-2,8 pp).

A dívida pública portuguesa recuou, entre janeiro e março, 3,7 pontos percentuais face à de 130,1% do PIB registada no período homólogo e aumentou 0,7 pontos na comparação com a de 125,7% do PIB do quatro trimestre de 2017.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Alemanha

Lar de Dresden combate demência ao estilo Adeus, Lenin!

Uma moto, numa sala de cinema, num lar de idosos, ajudou a projetar memórias esquecidas. O AlexA, na cidade de Dresden, no leste da Alemanha, tem duas salas dedicadas às recordações da RDA. Dos móveis aos produtos de supermercado, tudo recuperado de uma Alemanha que deixou de existir com a queda do Muro de Berlim. Uma viagem no tempo para ajudar os pacientes com demências.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A direita definida pela esquerda

Foi a esquerda que definiu a direita portuguesa, que lhe identificou uma linhagem, lhe desenhou uma cosmologia. Fê-lo com precisão, estabelecendo que à direita estariam os que não encaram os mais pobres como prioridade, os que descendem do lado dos exploradores, dos patrões. Já perdi a conta ao número de pessoas que, por genuína adesão ao princípio ou por mero complexo social ou de classe, se diz de esquerda por estar ao lado dos mais vulneráveis. A direita, presumimos dessa asserção, está contra eles.