Google cria projeto piloto em Portugal para formar mil programadores de Android

Multinacional já tinha anunciado a criação de 500 postos de trabalho em Oeiras, e vai instalar em Portugal um projeto inédito de formação

"Portugal é um líder na economia das aplicações digitais na Europa. A Google vai lançar um projeto-piloto inédito com o apoio do governo português para dar formação a mil programadores de Android até ao final do ano". Foi desta forma Kent Walker, vice-presidente da Google para negócios globais anunciou mais um investimento da companhia em terras lusas - um investimento cujo valor, número de postos de trabalho e localização não quis detalhar.

Walker - uma espécie de ministro dos Negócios Estrangeiros da Google, fosse a empresa um governo - falava aos jornalistas no campus que serve de sede da empresa em Sillicon Valley, na Califórnia, ao lado de António Costa, com quem esteve reunido durante mais de uma hora.

O primeiro-ministro congratulou-se com a decisão, afirmando que "a criação desta academia piloto para desenvolvimento de aplicações com base na tecnologia Android é muito importante". António Costa sustenta que "a indústria das aplicações vale milhões de euros no mercado global, e ter esta capacidade de desenvolver aplicações com base numa tecnologia tão popularizada como é o Android é uma grande notícia para nós". O chefe de Estado disse esperar "que este projeto-piloto seja um sucesso, e que se possa desenvolver a partir de Portugal esta nova capacidade de desenvolvimento de aplicações". "É a primeira que a Google fará na Europa", lembrou, "e espero que não seja a última que faz em Portugal".

O chefe de governo, que na terça-feira visitou também a Cisco e a Amyris, que anunciou um investimento de 50 milhões de euros em Portugal, considerou que "desenvolver estas capacidades a partir de Portugal para toda a Europa dá-nos uma grande centralidade na afirmação de Portugal como país líder no desenvolvimento de tecnologias de informação e em particular na indústria das aplicações"

As mil pessoas a formar serão recrutadas em Portugal, mas isso não significa que sejam todas portuguesas: Kent Walker explicou que "os portugueses vão poder inscrever-se neste projeto, que vai ser aberto a novos programadores".

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.