António Vitorino deixa os CTT a caminho do Santander Totta

Ex-ministro vai integrar o Conselho de Administração do banco

O ex-ministro socialista António Vitorino apresentou hoje a renúncia ao cargo de administrador não executivo dos Correios de Portugal (CTT), na véspera de ser nomeado administrador do Banco Santander Totta.

O pedido de renúncia deve-se a "razões de ordem profissional relacionadas com cargo a exercer noutra entidade", lê-se no comunicado enviado pelos CTT, que detêm o Banco Postal, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A 16 de maio foi noticiado que o ex-comissário europeu - tal como o ex-ministro das Finanças Luís Campos e Cunha - vai integrar, como independente, o Conselho de Administração (CA) do Santander Totta, segundo a proposta que vai ser votada no dia 31 de maio (terça-feira) na assembleia-geral anual do banco.

Nos termos da proposta de eleição dos órgãos sociais para o triénio 2016/2018 enviada pelo Santander Totta à CMVM em meados de maio, o CA do banco passa a integrar três mulheres, já que Inês Oom de Sousa e Remedios Ruiz Macia juntam-se a Isabel Mota, que já era membro (independente) daquele órgão.

António Basagoiti mantém-se como presidente do CA, continuando também na vice-presidência António Vieira Monteiro (que permanece ainda como presidente da Comissão Executiva) e Enrique Candelas (não executivo).

De acordo com o banco, dois dos elementos não executivos do CA - Angel Rivera Congosto e Remedios Ruiz Macia - são oriundos do grupo.

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