Fundo de Resolução permite ao Novo Banco prolongar maturidade da dívida de Luís Filipe Vieira

O Fundo de Resolução deu luz verde ao banco liderado por António Ramalho para prolongar a maturidade da dívida da Promovalor, uma das empresas de Luís Filipe Vieira.

"A 27 de agosto de 2021, o Fundo de Resolução comunicou ao Novo Banco a sua não oposição à proposta de prorrogação do prazo dos VMOC [Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis], decisão fundamentada, sobretudo, no facto de a conversão dos VMOC em ações transformar o Novo Banco em acionista de sociedades que apresentam capitais próprios negativos de cerca de 200 milhões de euros e de implicar a consolidação dessas entidades no balanço do Novo Banco, o que provoca um impacto negativo na posição de capital do Novo Banco", indica fonte do Banco de Portugal ao Dinheiro Vivo.

Em causa estavam 160 milhões de euros de valores obrigatoriamente convertíveis em ações (VMOC) da Promovalor II e da Inland, cujo vencimento terminava esta terça-feira (31).

Caso o Novo Banco não prolongue a maturidade da dívida, o banco torna-se acionista das empresas de Luís Filipe Vieira, uma vez que as VMOC seriam imediatamente convertíveis em ações.

Segundo o Banco de Portugal, caso o banco se tornasse acionista das empresas de Vieira isso ia ter impacto negativo no capital no Novo Banco, uma vez que estas têm capitais próprios negativos de cerca de 200 milhões de euros.

Ainda segundo o Banco de Portugal, a prorrogação do prazo dos VMOC está "agora dependente de o Novo Banco obter o acordo das sociedades emitentes".

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