Estado "não fixa nem quer fixar" preço do litro dos combustíveis

"Nem fixa nem quer fixar porque poderia com isso arrastar os gasolineiros e com isso aumentar preços", defendeu Matos Fernandos, no Parlamento.

O ministro do Ambiente afirmou este terça-feira (15) que o Estado "não fixa nem quer fixar" o preço por litro do gasóleo ou da gasolina, garantindo que o Governo "não quer mesmo ter mais receita" com o aumento dos combustíveis.

No debate que esta tarde decorre na Comissão Permanente da Assembleia da República, feito a pedido do PCP sobre o preço dos combustíveis, o primeiro partido a questionar o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, foi o PSD, através do deputado Afonso Oliveira, que acusou o Governo do PS de ser "o responsável pela brutal carga fiscal sobre os combustíveis".

"O que fez com que os combustíveis aumentassem vem ainda do Governo de vossas excelências e quer a minha opinião? Vem bem com a criação da taxa de carbono. Vem muito bem. Sou mesmo favorável àquilo que foi a taxa de carbono, criada à margem dos leilões, pelo Governo de vossas excelências", referiu, recordando que era na altura ministro do Ambiente Jorge Moreira da Silva.

Matos Fernandes deixou claro que "o Estado não fixa o preço do litro do gasóleo ou da gasolina".

"Nem fixa nem quer fixar porque poderia com isso arrastar os gasolineiros, com todo o respeito, para esse valor de referência e com isso fazer o aumentar os preços", alertou.

De acordo com o governante, "o gasóleo e a gasolina aumentam mesmo porque o petróleo está a aumentar".

"A carga fiscal é mesmo aquela que era e o valor do ISP, ao contrário do que muito se diz, é o valor fixo, completamente independente do preço", garantiu o ministro.

Segundo Matos Fernandes, "o Estado não quer mesmo ter mais receita" e por isso aquilo que "faz é descontar [a subida] do valor do IVA em sede de ISP".

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