Economia circular reforçada em 2017

Entrevista com ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes

Que importância tem a valorização do território no PNR?

Colocar a valorização do território ao mesmo nível que a competitividade e a economia é muito significativo. É a primeira vez que a valorização do território tem tanto destaque e isso não aconteceu com o anterior governo.

Quais as novidades que integrarão o plano para 2017?

Grande parte das medidas do novo PNR são a sua continuação, com alguma afinação. Temos trabalhado num novo plano nacional de ação para a economia circular, para reduzir dramaticamente a quantidade de matérias-primas que utilizamos. Este é o principal acrescento que iremos fazer ao pilar da valorização do território, naquela que é já a estrutura atual do plano.

Em meados do ano passado, 62% das medidas de valorização do território estavam em execução. É um sinal positivo?

É positivo e vai ao encontro das nossas expectativas. Na valorização do território os investimentos têm grande dimensão e, sendo protagonizados por entidades públicas, o seu tempo da contratação nunca é curto. Muitas medidas, apesar de já estarem em desenvolvimento, ainda não produziram efeitos práticos, como é o caso da expansão das redes de metro em Lisboa e no Porto, cujas novas linhas só estarão em funcionamento no final de 2021.

Que medidas destaca na valorização do território?

Os transportes e a reabilitação urbana têm um papel de primeira importância. São grandes investimentos para resolver o problema da descarbonização e da eficiência energética dos edifícios nas cidades. As restantes dimensões passam pela coesão territorial, economia circular e adaptação do território às alterações climáticas.

O que sairá do debate de hoje?

A valorização do território é uma matéria vasta e no debate de hoje optámos por discutir apenas os temas da reabilitação urbana e da mobilidade sustentável. Queremos debater e recolher opiniões diferentes sobre estes temas mais urbanos.

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