EasyJet ameaça deixar de voar para a Madeira

Depois da aprovação do novo modelo de subsídio de mobilidade para a Madeira, a EasyJet ameaça deixa de realizar voos domésticos para a região.

A companhia aérea EasyJet ameaça deixar de realizar voos entre o continente e a Madeira depois de ter sido aprovado o novo modelo de subsídio de mobilidade para a Madeira. "No seguimento da aprovação ao dia de ontem do novo modelo de subsídio de mobilidade da Madeira, apresentado pelos deputados do PSD Madeira, a easyJet reitera uma vez mais que não conseguirá implementar as mudanças inerentes ao mesmo".

A companhia aérea diz em comunicado que a "implementação destas medidas implica a expulsão da easyJet de um mercado liberalizado, por uma decisão política, e que forçará a companhia a interromper as duas rotas domésticas atualmente existentes entre a Madeira e o continente português (LISFNC & OPOFNC), o que terá um enorme impacto negativo tanto na vida das pessoas, como no turismo e na economia de toda a região".

O novo modelo de subsídio de mobilidade para a Madeira - aprovado esta quarta-feira, 5 de fevereiro - prevê que os madeirenses paguem apenas um valor estipulado pelos bilhetes de ida e regresso - 86 euros para residentes e 65 euros para os estudantes. Assim, quando a medida entrar em vigora, deixa de se aplicar um sistema em que os residentes adiantavam o valor total e, depois, pediam o reembolso de uma parte do valor. "Operamos rotas internacionais para a Madeira desde 2007 e prestamos serviços domésticos desde 2008, com reconhecidos benefícios para os residentes da região, assegurando uma maior concorrência e disponibilidade de tarifas mais baixas para todos. Continuaremos a monitorizar esta decisão, e a analisar todos os detalhes relacionados com a mesma, com as nossas equipas de regulação e jurídicas", acrescenta em comunicado. Contactada pelo Dinheiro Vivo, fonte oficial da companhia área explica que não consegue "aplicar tecnicamente estas medidas porque a nossa ferramenta para a compra e venda de bilhetes é online e compreende um universo de 1100 rotas e não permite um regime de exceção de um dia para o outro".

Ana Laranjeiro é jornalista do Dinheiro Vivo

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