Défice aumenta dez vezes no 1.º semestre e já passa 6,7 mil milhões de euros

Finanças falam em "agravamento de 6122 milhões de euros face ao período homólogo". Receita afunda 9,5% e despesa sobe 5,4%.

O défice público do primeiro semestre medido pelas Finanças (em contabilidade pública) registou um aumento brutal de mais de 900% entre o primeiro semestre de 2019 e igual período deste ano.

Segundo uma nota enviada aos jornais pelo gabinete do ministro João Leão, o défice estava nos 6776 milhões de euros no final de junho "representando um agravamento de 6122 milhões de euros face ao período homólogo pelo efeito combinado de contração da receita (-9,5%) e crescimento da despesa (5,4%)".

Em apenas um mês, o défice acumulado mais do que duplicou. Fora de 3,2 mil milhões nos de janeiro a maio, mas como referido já vai quase em 6,8 mil milhões de euros (final de junho).

As Finanças dizem que "a execução evidencia os efeitos da pandemia da covid-19 na economia e nos serviços públicos na sequência das medidas de política de mitigação".

"Destaca-se a redução da receita fiscal e contributiva em resultado da diminuição acentuada da atividade económica provocada pelo período mais intenso de recolhimento e de utilização do lay-off", sendo que esses efeitos "justificam uma degradação do saldo de pelo menos 3.733 milhões de euros.

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