Quénia e Papua-Nova Guiné juntam-se a banco internacional proposto pela China

Portugal integra o grupo de países fundadores do BAAI, com uma participação financeira de 65 milhões de dólares

O Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas (BAII), a primeira instituição financeira internacional proposta pela China, anunciou hoje a inclusão do Quénia e da Papua-Nova Guiné, alargando o número de países membros para 86.

"O BAII tem agora 86 membros de seis continentes", anunciou Danny Alexander, o vice-presidente da instituição, citado pela agência oficial Xinhua.

Com uma participação de 65 milhões de dólares, Portugal é um dos 57 países fundadores do BAII. O Brasil é o nono maior acionista, com uma quota de 3.181 milhões de dólares.

Seguindo uma proposta feita em 2013 pelo Presidente chinês, Xi Jinping, aquela entidade é vista como uma reação do Governo chinês ao que considera ser o domínio norte-americano e europeu em instituições globais como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.

Entre as grandes economias do planeta, apenas os Estados Unidos da América e o Japão não fazem parte.

Com sede em Pequim, o BAII tem um capital inicial de 100.000 milhões de dólares, sendo 30,34% pertencente à China, e é assumido como o principal instrumento de financiamento da iniciativa chinesa "Uma Faixa e Uma Rota", um gigante plano de infraestruturas que pretende reativar a antiga Rota da Seda entre a China e a Europa através da Ásia Central, África e Sudeste Asiático.

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