Comissão Europeia tem plano para acabar com moedas de 1 e 2 cêntimos

Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deve anunciar a medida na apresentação do programa para a UE até 2024. Objetivo é reduzir a burocracia e poupar no fabrico de moedas.

A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, quer retirar de circulação as moedas de um e dois cêntimos. Esta intenção estará incluída no programa da Comissão até 2024 que será apresentado esta quarta-feira. O objetivo é reduzir a burocracia e poupar. A moeda mais baixa passaria a ser a de cinco cêntimos.

A Comissão apresentará o seu programa de trabalho na quarta-feira e o plano inclui três linhas de ação. O jornal alemão Süddeutsche Zeitung diz que teve acesso ao rascunho dos três documentos, e assegura que, entre as medidas propostas, está a retirada das moedas de um e dois centavos de circulação.

A controversa ideia, diz o jornal, pode ser encontrada no ponto 43 da lista de iniciativas para reduzir a burocracia. Trata-se de uma "proposta de regras uniformes de arredondamento" com o objetivo de eliminar as moedas de um e dois cêntimos. É feita referência a um relatório da Comissão em 2018, no qual se afirma que cada vez mais países do euro começaram a arredondar para cinco centavos.

A eliminação destes cêntimos permite também economizar os custos de fabricação de moedas de um e dois centavos e o esforço envolvido na contagem e no transporte. Num estudo de 2013 já era referido que a poupança é real. Estimativas mostram que deixar de cunhar estas moedas pode fazer com que Bruxelas poupe 1,4 mil milhões de euros. Das 126 mil milhões de moedas de euro em circulação, cerca de 48% são de um ou dois cêntimos, correspondendo a um total de 61 mil milhões de moedas.

Mas a medida pode ter resistência. Há quem aponte que é o início de um plano para acabar com o dinheiro físico. O eurodeputado alemão Markus Ferber (CSU) já disse que "o que a Comissão está a planear sob o nome inocente de 'regras de arredondamento uniforme' deve fazer soar os alarmes"​​​​​​. O objetivo, apontou, pode ser acabar com o dinheiro físico.

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