Comissão de trabalhadores da Caixa exige conhecer plano de recapitalização

A Comissão de Trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos afirmou que qualquer ação terá de contar com o envolvimento dos funcionários

A Comissão de Trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) considera positiva a aprovação da recapitalização do banco público, mas exige conhecer em detalhe o plano de implementação, que "não se fará sem o envolvimento" dos funcionários.

"Haver 'luz verde' [ao plano de recapitalização] agrada, porque é necessário e fundamental para a sustentabilidade da CGD, mas existem diferentes formas de implementação e queremos conhecer qual será a adotada", afirmou hoje à Lusa o coordenador da Comissão de Trabalhadores, Jorge Canadelo.

Em declarações à Lusa, o representante dos trabalhadores lamentou que "nem o Governo nem qualquer outra entidade tenham ainda esclarecido sobre o plano de implementação", realçando que "a Comissão de Trabalhadores solicitou essa informação há mais de dois meses aos gabinetes do primeiro-ministro e do ministro das Finanças".

"Temos que transmitir a perspetiva dos trabalhadores, porque nunca se fará recapitalização na CGD sem o envolvimento dos trabalhadores", declarou.

O Ministério das Finanças indicou hoje que o acordo que estabeleceu com a Comissão Europeia para recapitalização da CGD "assenta num plano de negócio que garante a competitividade" do banco.

"Esse plano considera uma reorganização do banco, com o objetivo de recuperar a rentabilidade de longo-prazo através de um aumento de eficiência, da redução do custo do risco de crédito e do corte de custos", referiu o Ministério das Finanças.

Em comunicado, o ministério liderado por Mário Centeno indicou que a estratégia de recapitalização deve ser feita em condições de mercado, "compatíveis com a ausência de ajuda de Estado".

"O Estado Português fica autorizado a realizar um aumento de capital até 2.700 milhões de euros, a transferir as ações da ParCaixa para a CGD no valor de 500 milhões de euros e a converter 960 milhões de euros de instrumentos de capital contingentes (CoCo's) subscritos pelo Estado em ações", explicou o Governo.

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