Carne de porco e marisco portugueses juntam-se a vinho e queijo na lista negra dos EUA

Lista final de produtos europeus sujeitos a taxas suplementares às importações foi divulgada. Produtos portugueses taxados a 25%.

Os Estados Unidos anunciaram a imposição de taxas alfandegárias sobre os produtos importados da União Europeia. A medida, que recebeu o apoio da Organização Muncial do Comércio (OMC), vai afetar alguns produtos portugueses.

Esta quinta-feira, o Gabinete de Comércio Internacional dos EUA divulgou a lista final dos produtos que irão estar sujeitos a taxas suplementares de 10% e 25%, ao entrarem no país. Além dos queijos e dos vinhos, também a carne de porco, manteiga, iogurtes, frutas como laranjas, pêras, pêssegos e cerejas, e alguns tipos de marisco estarão sujeitos a uma taxa de 25% quando importados pelos EUA a partir de 18 de outubro.

Também os sumos de cereja, pêra, ameixa e de vegetais importados de Portugal serão taxados a 25%.

O Dinheiro Vivo já entrou contacto com a Confederação dos Agricultores e com a Fenalac - Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite e aguarda reações de ambas as entidades.

O agravamento das taxas alfandegárias por parte dos Estados Unidos surge depois de um caso com 15 anos que envolvia alegados apoios estatais ilegais à fabricante aeronáutica Airbus. A OMC autorizou a aplicação das tarifas suplementares para compensar as ajudas da UE à fabricante Airbus. "Os Estados Unidos podem solicitar a autorização do DSB (Dispute Settlement Body) para tomar contramedidas em relação à União Europeia e a certos Estados-Membros, conforme indicado no documento WT/DS316/18, num montante total que não exceda os 7 496 milhões de dólares (6,8 mil milhões de euros)", lê-se no relatório da OMC.

O executivo de Donald Trump vai impor também taxas aduaneiras de 10% sobre aeronaves importadas de França, Alemanha, Espanha e Reino Unido.

A Comissão Europeia prometeu, ontem, retaliar na mesma moeda. "Entendemos que, mesmo que os Estados Unidos, tendo obtido autorização da Organização Mundial do Comércio, optem pela aplicação de contramedidas agora seria míope e contraproducente", referiu a comissária para o Comércio, Cecilia Malmström, em comunicado.

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