Bruxelas quer comboio de alta velocidade Porto-Vigo em 2040

Bruxelas quer investir nas redes transeuropeias de transportes (RTE-T), nomeadamente melhorando as ligações de modo a transferir mais passageiros e mercadorias para os caminhos-de-ferro e vias navegáveis interiores.

A Comissão Europeia quer modernizar o setor dos transportes na União Europeia (UE), no âmbito do Pacto Ecológico Europeu, e propôs a ligação ferroviária de alta velocidade entre Porto e Vigo (Espanha) até 2040.

Segundo uma nota de imprensa, Bruxelas quer investir nas redes transeuropeias de transportes (RTE-T), nomeadamente melhorando as ligações de modo a transferir mais passageiros e mercadorias para os caminhos-de-ferro e vias navegáveis interiores.

Bruxelas, no âmbito de adaptar a RTE-T ao Pacto Ecológico Europeu, quer introduzir um novo prazo intermédio (2040) para avançar a conclusão das partes principais da rede antes do prazo de 2050 que se aplica a uma rede mais vasta e abrangente.

"Assim, as novas ligações ferroviárias de alta velocidade entre Porto e Vigo, e Budapeste e Bucareste -- entre outras -- devem ser concluídas para 2040", lê-se no comunicado.

A RTE-T é uma rede de caminhos-de-ferro, vias navegáveis interiores, vias marítimas de curta distância, e estradas à escala da UE e o seu desenvolvimento ecológico passa por apoiar a instalação de pontos de carregamento elétrico e infraestruturas alternativas de reabastecimento, colocando maior ênfase na mobilidade urbana sustentável.

Com isto, a Comissão espera conseguir facilitar a escolha de diferentes opções de transporte num sistema de transporte multimodal eficiente, colocando o setor dos transportes no bom caminho para reduzir as suas emissões em 90%.

Bruxelas propõe que as principais linhas ferroviárias de passageiros da RTE-T permitam que os comboios circulem pelo menos a 160 quilómetros por hora (km/h) até 2040, criando assim ligações ferroviárias de alta velocidade competitivas em toda a UE.

Por outro lado, os canais e rios devem assegurar boas condições de navegação, sem obstáculos, por exemplo, por níveis de água, durante um número mínimo de dias por ano.

No que respeita aos transportes terrestres, a proposta de hoje aborda desafios como congestionamento, emissões, ruído, apresentando orientações sobre como as cidades podem reduzir as emissões e melhorar a mobilidade, inclusive através de Planos de Mobilidade Urbana Sustentável.

O foco principal será o transporte público, a pé e de bicicleta e a proposta também dá prioridade a soluções de emissão zero para frotas urbanas, incluindo táxis e serviços de transporte de passageiros.

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